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O primeiro caso documentado de reinfeção por Covid-19 foi reportado esta segunda-feira por um grupo de cientistas da Universidade de Hong Kong.

Trata-se de um homem, aparentemente saudável, que voltou a contrair a doença quase meses depois da infeção inicial.

O caso indicia que a Covid-19, que já matou mais de 800 mil pessoas em todo o mundo, poderá continuar a propagar-se entre a população mesmo num cenário de imunização de grupo, referem os investigadores.

O homem, de 33 anos, foi considerado recuperado e teve alta hospitalar, em abril, mas voltou a testar positivo, a 15 de agosto, depois de regressar a Hong Kong depois de uma viagem a Espanha e ao Reino Unido.

O estudo publicado no jornal Clinical Infectious Diseases refere que, anteriormente, o paciente reinfectado parecia estar saudável.

O homem contraiu uma estirpe diferente do vírus inicial e permaneceu assintomático durante a segunda infeção.

“A descoberta não significa que tomar vacinas será inútil. A imunidade induzida pela vacinação pode ser diferente da induzida pela infeção natural. Teremos de esperar pelos resultados dos ensaios clínicos da vacina para ver o grau de eficácia”, afirma o Dr. Kai-Wang To, um dos autores do estudo de Hong Kong.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 809 mil mortos e infetou mais de 23,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.801 pessoas das 55.720 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.