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Do amor aos livros nasceu uma peça de teatro com música de Luísa Sobral

30 jan, 2024 - 10:54 • Maria João Costa

“Livrar-me” é uma cocriação das atrizes Sandra Barata Belo e Raquel Oliveira que estreia quarta-feira no Teatro Meridional. Escrita por Ana Lázaro, a peça propõe uma viagem pela escrita de autores como Afonso Cruz, Mia Couto ou Clarice Lispector. A música original é de Luísa Sobral

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Esta peça de teatro é uma declaração de amor aos livros e aos hábitos de leitura. “Livrar-me” que estreia no Teatro Meridional, em Lisboa, quarta-feira começou a germinar na cabeça da atriz Sandra Barata Belo quando foi mãe e descobriu que não tinha tempo para ler.

A peça escrita por Ana Lázaro propõe uma viagem pela escrita de autores de referência, como Mia Couto, José Eduardo Agualusa, Clarice Lispector ou Afonso Cruz. Em entrevista ao Ensaio Geral da Renascença, Sandra Barata Belo recorda que “antes de ter crianças” começou a juntar “pilhas e pilhas de livros”. A atriz confessa que chegou a pensar que quando “for mais velha” iria ter tempo para ler.

“Comecei a construir uma personagem na minha cabeça que é uma mulher mais velha, já sozinha, depois dos filhos terem saído de casa que na sua solidão começa a ter tempo para ler todos os livros que não conseguiu ler ao longo da vida”, explica Sandra Barata Belo.

A atriz diz que trabalhou com Raquel Oliveira o texto centrado na história de uma mulher que “de tantos livros que leu, por ter uma idade avançada, começa a fazer confusão entre aquilo que é a sua biografia e a história dos personagens”.

“Livrar-me” tem como fio condutor o livro de Afonso Cruz “O Vício dos Livros”. Sandra Barata Belo explica que a personagem principal “às tantas perde os óculos e não consegue ler”, isso é o motivo que desperta o diálogo com a filha.

“Ela fala com a filha através dos livros”, diz a atriz. “Estes livros pelos quais mãe e filha tentam falar são dos autores que nos influenciam e de que gostamos”, refere Sandra Barata Belo. Eles além dos nomes já referidos, estão também os poetas Adília Lopes, Jorge Luís Borges ou o escritor Stefan Zweig.

A completar esta peça está a música original composta por Luísa Sobral. Para Sandra Barata Belo, a voz da cantora e o “tipo de música que faz é uma boa cama” para o texto em palco. “É incrível, o resultado. A Luísa também gostou quando lhe demos o texto, leu e facilmente chegou àquilo que era pretendido”.

Tal como Sandra Barata Belo, também Luísa Sobral tem “uma forte paixão pelos livros e pelos por autores, portanto, foi um bom casamento”, conclui a atriz. Nas palavras de Sandra Barata Belo, a música de Luísa é a “cereja no topo do bolo” e “leva o espetáculo para o mundo da poesia, do sonho e para o lado etéreo”

“Livrar-me” vai estar em cena de 31 de janeiro a 18 de fevereiro, no Teatro Meridional, em Lisboa, depois fará uma digressão. Passa a 24 de fevereiro pela Covilhã; dias 29 de fevereiro e 1 de março em Loulé, 8 de março em Famalicão, 15 de março em Castelo Branco, 27 de março nas Caldas da Rainha e 5 de abril em Ovar.

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