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António Santinha. "Os jovens que já estiveram e os que vão estando criam quase uma comunidade"

15 jun, 2023 - 18:20 • Diogo Camilo , Filipa Ribeiro , Sónia Santos

O diretor da Unidade de Apoio à Autonomização da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa esteve à conversa com Sónia Santos na Renascença para falar sobre as Casas de Autonomização, uma iniciativa que dá uma casa a jovens acompanhados por instituições que estão a entrar na vida adulta.

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António Santinha. "Os jovens que já estiveram e os que vão estando criam quase uma comunidade"
Foto: Diogo Camilo/RR

Conhecidas como Casas de Autonomização, a iniciativa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa consiste em preparar jovens sinalizados ou residentes em instituições, a prepararem-se para a vida adulta.

Depois de conhecermos as histórias de Douglas e Pedro, o diretor da Unidade de Apoio à Autonomização da Santa Casa, António Santinha, foi recebido esta quinta-feira na Renascença, onde esteve à conversa com Sónia Santos para saber como funciona esta estrutura de apoio.


Neste momento existem 16 apartamentos de alto humanização em Lisboa que albergam jovens que estão a entrar na fase adulta. Como é que surgiram estas casas?

Sim, elas são uma necessidade e são decorrentes também da Lei de Promoção e Proteção de Crianças e Jovens que, no fundo, permite que as crianças, no final do seu acolhimento residencial, ou a outras crianças, possam usufruir destas estruturas residenciais que são pequenas casas, apartamentos com três ou quatro vagas e que permitem que os jovens a partir dos 16 anos possam fazer o seu percurso de autonomia.

Como é que estes jovens são escolhidos?

Normalmente são propostos pelas casas de acolhimento ou pelas equipas que estão no terreno e que trabalham com algumas das famílias e equipas que podiam, através da Santa Casa, ou outras famílias e são propostos e é feita uma avaliação e depois uma admissão nestes apartamentos.

Portanto, a ideia depois é dar asas a estes jovens e que enfrentem da melhor forma a vida adulta.

É, de facto, a última fase, em que nós percebemos que é possível que algumas dessas crianças com percursos de vida um pouco mais complicados possam depois chegar à idade adulta e terem uma capacidade suficiente para deixarem de estar dependentes e passarem a ser autónomos e contribuintes.

Como é que sentem isso? Como é que se percebe isso?

Para nós, que estamos a algum tempo e que acompanhamos há muito tempo algumas destas crianças, é uma coisa muito pessoal e muito vívida na relação com cada uma destas crianças e jovens e portanto, eles são para todos nós uma grande, uma grande referência, acima de tudo.

Quando jovem já ajudaram? Quantos estão neste momento nos apartamentos? E quantos já estão lá fora?

O parque de apartamentos da Santa Casa da Misericórdia tem 16 apartamentos, com capacidade para 50 jovens em simultâneo. O que quer dizer que, nos últimos anos, nós apoiamos nestas estruturas cerca de 240 crianças e jovens. Entre os que estão os que já estiveram e os que vão estando, acaba por criar quase como uma comunidade em que eles vão dando algumas dicas uns aos outros e isso também tem sido muito interessante.

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