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Fado, jazz e o legado de Beethoven no Festival Internacional de Música Clássica em Marvão

21 jul, 2021 - 12:40 • Rosário Silva

Foi adiado em 2020, por causa da pandemia, mas está de volta aquele que é considerado o maior evento de música clássica em Portugal. O Festival Internacional de Música de Marvão começa sexta-feira e em 10 dias oferece 26 concertos.

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Com quase três dezenas de concertos, o Festival Internacional de Música de Marvão (FIMM) arranca no próximo dia 23 de julho, para se prolongar até 01 de agosto, numa organização da associação Marvão Music, a quem o Governo concedeu, recentemente, o estatuto de utilidade pública.

Esta sétima edição, com direção artística da soprano Juliane Banse e do violinista e maestro Christoph Poppen, conta com cerca de uma centena de músicos provenientes de uma dezena de países, nomeadamente da Austrália, Arménia, Bielorrúsia, Coreia do Sul e, naturalmente, de Portugal.

O programa é vasto e arranca, no Castelo de Marvão, com uma gala, na sexta-feira, onde participam Lena Neudauer (violino), Martin Ney (flauta) e Horário Ferreira (clarinete), além da soprano Juliane Bense, com a Orquestra de Câmara de Colónia, dirigida pelo maestro Christoph Poppen.

Duas horas depois, no mesmo local, acontece o primeiro “especial ar livre”, com árias e canções de amor de Espanha, Inglaterra e Itália, apresentadas pelo contratenor Pedro Pérez e Ignacio Portillo, na guitarra barroca e arqulute.

No sábado, dia 24, o programa começa pela manhã, com o grupo de música de câmara, Arsistrio; passa, à tarde, pelo piano de Nicolás Margarit e termina, ao principio da noite, com o fado do artista alentejano, Duarte.

A apresentação de uma das Missas de Schubert, na Igreja de Nossa Senhora da Estrela, a exposição “250 Ludwig 250 – inFIMMa pART”, de Luís Filipe Bugalho, na Igreja do Espirito Santo, e a apresentação, no castelo, ao fim da tarde, do Mandelring Quartett, são os destaques do programa de domingo, dia 25.

Esta atuação do quarteto de cordas, contempla uma das estreias mundiais previstas para o festival. Trata-se de uma composição encomendada, pelo FIMM, ao compositor catalão e pianista, Ferran Cruixent.

No total, o programa prevê a realização de 26 concertos, com destaque também para uma noite de jazz, no dia 29, na antiga cidade romana de Ammaia, três exposições, aulas de desenho inspiradas na música, entre outros eventos que, além de Marvão, chegam igualmente a Portalegre, Castelo de Vide e, do outro lado da fronteira, a Valência de Alcântara.

Ao longo dos 10 dias de programação ininterrupta, o festival dedica uma forte componente programática ao legado do compositor Ludwig van Beethoven, nos 251 anos do seu nascimento, depois de a grande maioria das iniciativas destinadas a celebrar o seu 250º. aniversário, terem sido adiadas ou canceladas devido à pandemia.

Segundo a organização, há seis concertos e algumas atividades que têm acesso e participação gratuitos. Por causa da Covid-19, este ano, a lotação dos concertos é inferior, comparativamente com anos anteriores. Por esse motivo, foi decidido transmitir, em direto e de forma gratuita, vários concertos, na página da Internet do FIMM, onde também constam outras informações essenciais, para quem quer participar neste evento.

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