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D. António Marto defende que abusos devem ser comunicados às autoridades

12 mai, 2019 - 19:14 • Teresa Paula Costa , com Lusa

Bispo de Leiria-Fátima saúda a posição do papa Francisco sobre os abusos sexuais, que torna obrigatória a criação de uma estrutura para acolhimento das denúncias de abusos sexuais, ao mesmo tempo que protege os denunciantes.

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O bispo de Leiria-Fátima, cardeal D. António Marto, defende que todas as denúncias de abusos sexuais na Igreja devem ser comunicadas às autoridades judiciais, que têm mais meios para apurar a verdade.

Na conferência de imprensa que marcou a abertura oficial da peregrinação de maio, D. António Marto assumiu que, pessoalmente, defende que “se deve comunicar às autoridades judiciais o quanto antes porque têm mais recursos humanos, mais meios e mais instrumentos mais eficientes e eficazes para apurar a verdade”. No entanto, frisou que a exortação apostólica do Papa Francisco “Vós sois a luz do mundo” não fala sobre isso.

Considerando que a publicação do documento é “talvez o passo mais importante após a cimeira dos presidentes das Conferências Episcopais em Roma”, o cardeal lembrou que os “bispos portugueses comprometeram-se a constituir (esta estrutura) ainda antes de sair este ‘Motu Próprio’ tornando “obrigatória a denúncia” de casos por parte de clérigos, protegendo os que os denunciam e “oferecendo toda a proteção médica e espiritual às vítimas”.

O bispo admitiu que já era sua “intenção constituir, (a estrutura) embora não o tivesse dado a conhecer sem primeiro ter dialogado com a assembleia plenária” e revelou também que espera nomear os membros de uma “estrutura de acolhimento das denúncias” de abusos sobre menores na sua diocese durante o mês de junho.

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