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Programa de Governo

Rangel pergunta "quem está disponível" para resolver problemas do país

12 abr, 2024 - 12:54 • Lusa

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros considera a inclusão de 60 propostas da oposição no programa do Governo um sinal de abertura ao diálogo.

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O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros desafiou esta sexta-feira os partidos a dizerem "quem estará disponível" para colaborar com o Governo na resolução dos problemas dos portugueses e destacou o sinal de abertura no seu programa.

No encerramento do debate do programa do XXIV Governo Constitucional, Paulo Rangel considerou que o novo executivo veio "cheio de ânimo, de energia, de garra, de determinação" e "quer mesmo resolver os problemas concretos da vida dos portugueses".

"Desenganem-se os que estão habituados a governos do "anuncia e adia ou até do "adia e anuncia". O primeiro-ministro e o Governo vieram mesmo para fazer, para fazer acontecer, para mudar, para melhorar a vida do país, para melhorar a vida de todos nós", disse.

A questão é, defendeu, "saber quem está, quem estará disponível para colaborar com o novo Governo na solução destes problemas".

"Quem quer afinal resolver os problemas das Portuguesas e dos Portugueses?", questionou.

Para o antigo eurodeputado, a inclusão de 60 propostas da oposição no programa do Governo é um sinal de abertura ao diálogo e considerou "injusta e impertinente" a crítica de que esta foi feita sem negociação prévia.

"Não devendo o programa do Governo ser negociado, ainda assim quis o primeiro-ministro que se desse um sinal claro de que não se antagonizavam nem se excluíam as oposições", disse, enfatizando que, segundo a Constituição, "não é suposto nem desejável que o programa do Governo seja negociado com as oposições".

Falando como ministro dos Negócios Estrangeiros, Rangel apontou a situação internacional como "a mais incerta e difícil desde a II Guerra Mundial".

Rangel disse que o Governo está "seguro e certo de que Portugal pode contar com as forças políticas que, no governo ou na oposição, sempre convergiram nas linhas fundamentais da política externa, da política europeia e da política de defesa" e enfatizou que, diante deste novo contexto geopolítico e "com uma nova ordem-desordem mundial", "Portugal precisa de estabilidade, Portugal precisa de responsabilidade".

"De uma coisa o novo Governo está certo: se houver responsabilidade, haverá estabilidade e, nós Portugueses, poderemos atravessar mais seguros estes "mares nunca dantes navegados", disse.

Por isso, acrescentou, o Governo está confiante que, num quadro de crise e incerteza internacional, "também na nossa vida interna, os partidos nela representados serão fonte de responsabilidade e de estabilidade".

"A imprevisibilidade e a volatilidade implicam uma atenção redobrada às nossas Forças Armadas, a quem o novo Governo garante todo o apoio", reforçou, realçando também o "valor e sentido de missão" da diplomacia.

Comentários
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  • Anastácio José Marti
    12 abr, 2024 Lisboa 13:29
    Quando é que Rangel e o seu partido nos indicam, na opinião deles, quais são os problemas do país? Sem conhecermos os problemas do país para este político, como poderemos saber e sugerir outros por eles não mencionados? Desde logo, o maior problema do país, além se ser ter os políticos que tem, é o de nunca ter sabido dividir equitativamente a riqueza criada ano após ano em vez de estarem a empurrar a população para as pobreza e miséria como o fazem há 8 anos. Agora que se fala na redução do IRS, será que para estes políticos, quem não paga IRS não tem o mesmo direito a ver o seu poder de compra melhorado? É assim que respeitam o Princípio da Igualdade de Tratamento? O que dirão todos e todas as DEFICIENTES, trabalhadoras ou não, que por não pagarem IRS, assim como milhares dos pensionistas, não vêm melhorado o seu poder de compra com a redução do IRS? Para quem trabalha, tão importante como baixar o IRS seria devolver-lhes os Subsídios de Férias e de Natal por inteiro, o que não acontece vai para 11 anos, deixando de fazer incidir sobre os mesmos impostos como o IRS, ADSE, CGA, etc, o que acontece desde o último governo do PSD, não será mais do que altura, 11 anos após a saída da Troika, devolver a quem trabalha o que sempre foi deles e delas? Do que espera Rangel e companhia para ter tal iniciativa, como um dos problemas do país criado pela PSD aquando da Troika, mas até hoje, mantido imoral, injusta e intelectualmente desonesta tal manutenção. Até quando políticos e dirigentes do PSD?

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