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Festejos do Sporting. Rio acusa Cabrita de "mentir aos portugueses e ao Parlamento"

23 jul, 2021 - 21:18 • Lusa

Líder do PSD justifica chamada de Eduardo Cabrita ao Parlamento com o facto de, segundo diz, o ministro fugir a dar qualquer explicação: "o PSD propôs que fosse à comissão parlamentar para esclarecer esta situação e a sua própria responsabilidade até porque, acima de tudo, mentiu aos portugueses e mentiu ao Parlamento”.

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O presidente do PSD acusou esta sexta-feira o ministro da Administração Interna de “mentir aos portugueses e mentir no Parlamento”, alegando que o relatório da PSP mostra que Eduardo Cabrita autorizou os festejos do final do campeonato de futebol.

“O PSD entende que face ao que o ministro Eduardo Cabrita relativamente aos festejos do Sporting em que sacode a sua própria responsabilidade, depois vem um relatório que mostra que ele próprio autorizou os festejos do fim do campeonato nacional nos exatos termos em que eles decorreram, portanto, ele é obviamente responsável por aquilo que aconteceu”, apontou Rui Rio.

E acrescentou que, “a partir daí, ele [ministro]foge a dar qualquer explicação” e, neste sentido, “o PSD propôs que fosse à comissão parlamentar para esclarecer esta situação e a sua própria responsabilidade até porque, acima de tudo, mentiu aos portugueses e mentiu ao Parlamento”.

Rui Rio explicava assim aos jornalistas, em Tábua, à margem da cerimónia de apresentação do candidato à câmara local, do distrito de Coimbra, o porquê do partido que preside ter recorrido a “uma figura regimental que obriga o ministro a ir à comissão” uma vez que “o PS bloqueou através do seu voto” a presença de Eduardo Cabrita.

“Aquilo que espero, e acontecerá seguramente quando ele lá for, é um esclarecimento das circunstâncias, porque face àquilo que sai no relatório da PSP, o ministro terá de dar as suas justificações. Pode dizer que o que está no relatório é mentira, não sei, mas isso tem de ser naturalmente esclarecido em sede parlamentar”, justificou.

Em relação ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, o líder do PSD reconheceu “que é diferente, se quiser ir vai, mas se não quiser ir, a Assembleia da República não tem poder sobre um presidente da câmara como tem sobre um membro do Governo”.

“Trata-se de explicar aos portugueses a sua responsabilidade e responder aos deputados. Agora, o regimento da assembleia e as leis nacionais permitem que o doutor Fernando medina fuja a dar esses esclarecimentos se entender que deve fugir, já relativamente a um membro do Governo, o regimento prevê o agendamento potestativo e ele, no limite, não consegue fugir”, concluiu.

Enquanto discursava no largo do Pavilhão Multiusos de Tábua, Rui Rio destacou a “importância destas eleições, porque poderão mostrar o desagrado dos portugueses ao Governo” e, com isso, criticou a “gestão do dinheiro público” por parte do PS.

“Para as grandes empresas não falta dinheiro. Não falta dinheiro para a TAP, para o Novo Banco, nem faltam facilidades fiscais para a EDP, para esses não faltam dinheiro. Para as pequenas e médias empresas falta dinheiro”, atirou.

Depois, precisou o caso do Novo Banco e lembrou que “foi o próprio advogado do anterior presidente do Benfica Luís Filipe Vieira que vem dizer que ele tem património no Brasil que vale 90 milhões de euros e o Novo Banco nem se quer cuidou de executar esse património por conta da dívida que tinha e pôs os portugueses a pagar com os seus impostos a pagar a dívida na sua totalidade”.

“O Governo não diz nada, porque o mal está feito, está pago, pagamos todos e para isso não faltou dinheiro. É assim que o Governo gere o dinheiro dos portugueses com facilitismo e irresponsabilidade”, acusa Rui Rio que também fala de “clientelismo” quando critica a escolha de “uma pessoa próxima” para a administração do Banco de Fomento.

No seu entender, o Governo de António Costa “devia ter indicado alguém de reconhecido currículo” para a gestão do dinheiro existente para apoiar as empresas, “em vez de escolher alguém que está ligado como administrador ao pior período da história da Caixa Geral de Depósitos, do BCP e do novo Banco, mas que lhe é próximo”.

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