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Siza Vieira considera o fim das moratórias a "nova barca do inferno da economia"

21 jul, 2021 - 21:09 • Lusa

A 5 de julho, o ISEG estimou que a economia portuguesa tinha crescido entre os 15% e 16% no segundo trimestre, correspondendo a um aumento de 4,6% a 5,5% face ao primeiro trimestre, segundo a síntese de conjuntura então divulgada.

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O ministro de Estado e da Economia, Siza Vieira, considerou esta quarta-feira o fim das moratórias bancárias "a nova barca do inferno da economia", estimando um crescimento económico igual ou superior a 13,3% no segundo trimestre deste ano.

"Afirmámos o nosso propósito de proteger o emprego e a capacidade produtiva das empresas. O nosso objetivo não era eliminar o impacto da crise, mas assegurar que as empresas conseguiam responder à procura assim que esta pudesse renascer quando se aliviassem as restrições", referiu Siza Vieira no debate de estado da nação que decorreu esta quarta-feira no parlamento.

Segundo o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, os 5,4 mil milhões de euros de apoios a fundo perdido dirigidos às empresas, as moratórias bancárias e as linhas de crédito "conseguiram manter a capacidade produtiva" e foi por isso que "a cada quebra do produto quando cresciam as restrições, a economia reagia quando estas eram levantadas", dando o exemplo do crescimento económico de 13,3% em cadeia no terceiro trimestre do ano passado.

"Outro tanto ou talvez mais no segundo trimestre deste ano", antecipou.

De acordo com Siza Vieira, "ao longo destes 16 meses", só na frente económica, ouviu-se "dizer que os apoios dirigidos às empresas seriam insuficientes, que o desemprego seria galopante e a crise social dramática, que as falências destruiriam o tecido produtivo, que as finanças públicas se descontrolariam, a dívida se tornaria insuportável e a UE precipitaria a austeridade", recados dirigidos à oposição.

"A catástrofe estaria aí, na próxima oportunidade, e hoje voltámos a ouvir isso", criticou.

Na perspetiva do ministro, o que agora "anuncia o apocalipse é o chamado fim das moratórias", aquilo que apelidou como "a nova barca do inferno da economia portuguesa".

"Não há que negar o impacto que esta pandemia teve na nossa economia e na sociedade e, no entanto, as empresas persistiram e sempre o país enfrentou estas adversidades. O Governo foi sempre estendendo apoios à medida das circunstâncias e já garantiu que estas se manterão enquanto tal se mostrar necessário", assegurou.

De acordo com Siza Vieira, já foram renovados "os apoios às atividades que se encontram encerradas designadamente ao setor da animação noturna" e já foi desenhada "uma solução para apoiar as empresas dos setores mais afetados a enfrentar o fim das moratórias bancárias".

A 5 de julho, o ISEG estimou que a economia portuguesa tinha crescido entre os 15% e 16% no segundo trimestre, correspondendo a um aumento de 4,6% a 5,5% face ao primeiro trimestre, segundo a síntese de conjuntura então divulgada.

A 30 de novembro do ano passado, o Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 5,7% no terceiro trimestre em termos homólogos e recuperou 13,3% em cadeia.

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