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Covid-19: PSD pede Governo "mais competente e menos incontinente" na gestão da pandemia

23 mar, 2021 - 14:57 • Lusa

O deputado do PSD, Maló de Abreu, afirmou ainda que o partido compreende "muito bem os avisos e a atenção do senhor Presidente da República".

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O PSD pediu esta terça-feira um Governo "mais competente e menos incontinente" na gestão da pandemia, e disse "compreender muito bem" as cautelas do Presidente da República, apesar de reconhecer que "há sinais positivos".

Em declarações aos jornalistas no final de mais uma reunião sobre a situação da covid-19 em Portugal, que decorreu no Infarmed e reuniu políticos e especialistas por videoconferência, o dirigente e deputado social-democrata Maló de Abreu foi questionado sobre a possibilidade, admitida na segunda-feira pelo Presidente da República, de o quadro legal do estado de emergência se prolongar até maio.

"Compreendo muito bem os avisos e a atenção do senhor Presidente da República, todos nós, todos os portugueses que passámos por este ano de pandemia têm uma preocupação: que não passemos por novas vagas, ainda mais difíceis", afirmou, defendendo que tal só é possível com "uma política firme, de contenção, uma política que não caia no desleixo ou na tentação de facilitismos".

O vogal da Comissão Política Nacional do PSD quis deixar uma palavra do Governo, pedindo que seja "mais competente e menos incontinente".

"Um Governo mais competente é um Governo que aposte em mais vacinas, em mais testes e aposte também em tomar mais cuidado nas fronteiras, porque há variantes que são mais perigosas e que podem causar problemas", defendeu.

Por outro lado, António Maló de Abreu pediu um Governo "menos incontinente".

"Vimos o primeiro-ministro no último fim de semana manter a máscara, mas despir o casaco de primeiro-ministro e a vestir o de secretário-geral do PS, dizendo que a oposição não apresentava propostas", apontou.

Na resposta, o deputado considerou que o PSD se afirmou "desse há muito tempo como alternativa, tendo feito mais de 250 propostas, incluindo há mais de seis meses um plano muito específico de combate à pandemia", que tinha como pilares a testagem e a vacinação.

"O senhor primeiro-ministro não leu, não quis ler, mas pelo menos aprendeu que era necessário mudar de política e pode ser que esta política nova dê melhores resultados", afirmou.

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