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Presidenciais 2021

Ana Gomes critica "deserção" do PS e diz que travou avanço maior da extrema-direita

24 jan, 2021 - 23:31

Ana Gomes prometeu ajudar Marcelo Rebelo de Sousa a fortalecer a democracia, contra uma extrema-direita que, segundo ela, "tantos votos conseguiu tirar ao PSD e ao CDS".

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Com segundo lugar, Ana Gomes cumpre “objetivo patriótico” de travar maior “ascensão da extrema-direita”
Com segundo lugar, Ana Gomes cumpre “objetivo patriótico” de travar maior “ascensão da extrema-direita”

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A candidata Ana Gomes considera que se não fosse a sua candidatura a extrema-direita, ou ultradireita, teria conseguido afirmar-se como alternativa em Portugal.

“Se eu não tivesse estado nesta disputa estaríamos hoje a lamentar ainda mais a ascensão da extrema-direita”, afirmou Ana Gomes no discurso que fez domingo à noite, depois de se ter confirmado a sua previsível derrota nas eleições mas, ao que tudo indica, ter conseguido o segundo lugar.

Ana Gomes deu os parabéns a Marcelo Rebelo de Sousa, prometendo "tudo fazer para que o seu segundo mandato sirva para reforar a democracia e não dar mais argumentos nem respaldo a quem a quer destruir e que conseguiram tantos votos tirar ao PSD e ao CDS". Na verdade, contudo, os resultados das eleições permitem concluir que André Ventura conquistou muitos votos em territórios tradicionalmente de esquerda, como Évora, Portalegre e Beja, tendo ficado em segundo lugar nestes distritos, à frente tanto de Ana Gomes como do PCP, que tem lá forte implementação.

A candidata criticou muito a extrema-direita no seu discurso, mas não só. Algumas das palavras mais duras de Ana Gomes foram mesmo para a esquerda e para o PS, o seu partido, que não a apoiou nesta candidatura, algo que sublinhou indiretamente ao agradecer aos seus apoiantes. “A minha candidatura fez-se do empenhamento de milhares de socialistas, que de norte a sul, me apoiaram e ajudaram decisivamente a chegar aqui hoje. Destaque para membros do Governo, deputados e deputadas e autarcas que deram a cara e estiveram ao meu lado.”

“Os partidos à esquerda preocuparam-se com as suas próprias agendas em vez de convergir, e assim concorreram para dar a vitória ao candidato da direita democrática. Não estivesse no terreno a minha candidatura acabariam por fazer o jogo da extrema-direita, acabando por elevá-la a alternativa”, atirou ainda Ana Gomes, que mais tarde diria explicitamente que o principal responsável por essa "deserção" é António Costa.

"Foi uma deserção contra a qual alertei, e por isso decidi apresentar esta candidatura. Foi mais uma missão de serviço público que cumpri, num momento de insuportável adversidade pessoal, porque nunca me resignei, nem resignarei, a que a democracia degenere e fique à mercê de forças democráticas que cavalgam o ressentimento dos cidadãos. O espaço político em que me incluo não podia faltar, por isso avancei", disse.

Diretamente ao seu partido, lamentou que “a direção do PS apostou na diluição das fronteiras políticas entre a esquerda e a direita democrática. Aqui faço notar que tal diluição não serve certamente a democracia. Tenho o sentimento de dever cumprido, mantenho-me militante de base do PS e não desistirei de fazer o que for preciso para defender e reforçar a democracia.”

Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito Presidente da República este domingo e contava 60,90% dos votos nas eleições presidenciais, quando estavam apurados os resultados provisórios em 3082 das 3092 freguesias.

Segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério de Administração Interna - Administração Eleitoral, Ana Gomes é o segundo candidato mais votado, com 12,82%, seguida de André Ventura (11,91%), João Ferreira (4,25%), Marisa Matias (3,93%), Tiago Mayan Gonçalves (3,20%) e Vitorino Silva (2,99%).

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