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Catarina Martins repudia "assassinato violento, racista" do ator Bruno Candé

26 jul, 2020 - 23:42 • Lusa

É bom que se perceba que "racismo não é opinião, é crime", afirma a líder do Bloco de Esquerda.

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A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, repudia a morte do ator Bruno Candé Marques, baleado no sábado em Moscavide, que qualificou como "um crime horrível, um assassinato violento, racista".

Catarina Martins, que falava no encerramento do "Acampamento Online Liberdade 2020" do BE, defendeu que é bom que se perceba que "racismo não é opinião, é crime", e que, "quando se tira a humanidade a outros com o racismo, estas coisas acontecem".

Numa intervenção transmitida em direto no Facebook, a coordenadora do BE considerou que, quando "não se considera as pessoas, não se olha nos olhos", quando "se alguém acha que os outros não são iguais, então a violência acontece".

Catarina Martins interrogou "como é possível o tom de pele determinar que alguém perca assim a vida num crime tão odioso".

"E, se ficaremos a pensar nesta família, nos amigos, nesta perda, nesta enorme dor, não deixaremos também de discutir essa frase que é muitas vezes dita, e o seu significado profundo: o racismo não é uma opinião, o racismo é crime, e o crime acontece", reforçou.

Num comunicado divulgado no sábado, a família de Bruno Candé Marques declarou que o ator "foi alvejado à queima-roupa, com quatro tiros, na rua principal de Moscavide", no concelho de Loures, distrito de Lisboa, e que "o seu assassino já o havia ameaçado de morte três dias antes, proferindo vários insultos racistas".

Face a esta circunstância", a família considerou que "fica evidente o caráter premeditado e racista deste crime" e exigiu que "a justiça seja feita de forma célere e rigorosa".

A família referiu que Bruno Candé Marques era ator da companhia de teatro Casa Conveniente desde 2010, tendo participado em telenovelas.

Hoje, em resposta aos jornalistas, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, disse que a Polícia de Segurança Pública (PSP) "deteve, de imediato, o alegado responsável" pelo crime de homicídio, acrescentando: "As autoridades judiciárias tomarão as suas decisões relativamente a um crime que vivamente repudiamos".

A PSP informou no sábado, sem identificar a vítima, que um homem morreu após ter sido baleado em várias partes do corpo, por outro homem com cerca de 80 anos, na Avenida de Moscavide, em Loures, adiantando que o suspeito tinha sido detido e a arma de fogo apreendida.

Em comunicado, a associação SOS Racismo reclamou que "justiça seja feita", defendendo que "o caráter premeditado do assassinato não deixa margem para dúvidas de que se trata de um crime com motivações de ódio racial".


Comentários
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  • Cidadao
    28 jul, 2020 Lisboa 16:30
    A ser verdade o que alguns órgãos de comunicação social - não me refiro ao CM - estão a publicar sobre o tal Candé, talvez muito boa gente ganhe mais em fechar a matraca, que a continuar a gritar "Racismo" cada vez que veem uma câmara de Tv ...
  • Aparecer nos jornais
    27 jul, 2020 É o que interessa 14:03
    Só aproveitamento político, para cavalgar a onda do Racismo e aparecer na Comunicação Social. O que é que se espera duma ex-actriz falhada? Um velho senil a quem deixaram ter uma arma (!!!), tropeça na cadela do ator, manda umas parecidas com as que mandamos todos os dias (vai para a tua terra, preto dum raio, e outras parvoíces) fica a matutar no caso e como os miolos já queimaram, puxa duma arma e mata o tipo. Mas como é branco, não tardam os oportunistas do costume a gritar "racismo, racismo", mesmo depois da investigação policial ter afastado essa hipótese. O que interessa à Catarina e aos SOS racismo é aparecerem nos jornais.
  • Filipe
    27 jul, 2020 évora 01:42
    Em 1960/61 os negros não mataram brancos em África ? Porque Salazar enviou tropas ? Sou contra homicídios , mas quando um negro ou cigano mata um branco ... nada se fala , quando o contrário ... cai logo tudo em cima das minorias ou por interesse político ou por desvalorizarem sim a cor branca .

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