Emissão Renascença | Ouvir Online
A+ / A-

Frente Cívica

"Sim" do Governo para ex-CEO da TAP acumular cargos é "mais um episódio numa sucessão de absurdos”

19 jan, 2024 - 11:24 • Hugo Monteiro

Sobre outro caso, o que envolve a casa de Luís Montenegro, João Paulo Batalha diz que "houve sempre coisas que ficaram por explicar e agora temos mais uma".

A+ / A-

O vice-presidente da Frente Cívica, João Paulo Batalha, diz que o facto de o Governo e a TAP terem autorizado Christine Ourmières-Widener a acumular cargos em empresas é mais episódio “numa sucessão de absurdos” a envolver a transportadora.

"Quer a empresa quer a tutela constroem a realidade mais conveniente de acordo com o momento”, acusa João Paulo Batalha.

“Mesmo do ponto de vista jurídico, é difícil ir para o tribunal dizer que uma CEO estrangeira não cumpriu o estatuto do gestor público português, quando nem a empresa, nem a tutela governamental o cumpriram”, sublinha.

O responsável da Frente Cívica diz haver um “desespero da parte da TAP e dos seus advogados ao criarem uma realidade que eles próprios não aplicaram durante muito tempo e que agora querem usar como justificação para terem demitido Christine Ourmières-Widener”.

“Isto é completamente absurdo do ponto de vista jurídico. Mas traduz bem o completo desnorte que foi todo o processo de gestão da TAP”, destaca.

João Paulo Batalha considera que “Pedro Nuno Santos tem”, neste caso, “um grande azar”.

“Suponho que não seja ele que esteja a dar instruções, nem poderia, aos advogados da TAP, mas, claramente, este novo episódio embaraça Pedro Nuno Santos, porque mostra, mais uma vez, a forma como a empresa tem sido gerida”, assinala.

A notícia surge em simultâneo com uma outra, da CNN Portugal, que dá conta de que Luís Montenegro terá assinado uma declaração falsa sobre a reabilitação da sua casa.

“No caso da casa do Luís Montenegro, houve sempre coisas que ficaram por explicar e agora temos mais uma. Isso é negativo. Era útil que estes processos estivessem acima de qualquer suspeita e não estão”, defende o dirigente da Frente Cívica, que acrescenta que, em pré-campanha eleitoral, "não é de estranhar que partidos que, no geral, não se diferenciam muito, aproveitem estes casos para se tentarem embaraçar uns aos outros.”

Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+