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Só em meados de janeiro é que a rede Unir estará a funcionar em pleno no Grande Porto

07 dez, 2023 - 13:03 • Olímpia Mairos , com redação

O cenário é admitido à Renascença pelo presidente da Área Metropolitana. A nova rede de transportes da AMP tem sido alvo de queixas sobre atrasos, falta de autocarros e falta de informação.

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O presidente da Área Metropolitana do Porto espera que a rede Unir esteja a funcionar em pleno a meio de janeiro de 2024.

Em declarações à Renascença, Eduardo Vítor Rodrigues - que é também presidente da Câmara Municipal de Gaia - reconhece que os problemas com a nova rede de autocarros têm de estar resolvidos o mais depressa possível, mas em princípio, só em meados de janeiro.

“A Unir tem que funcionar em normalidade no imediato, o mais rapidamente possível. O que digo é que a operação em pleno, com todos os autocarros que estão previstos, e com todas as linhas novas criadas, a partir de meados de janeiro, tem que estar no terreno”, diz.

Eduardo Vítor Rodrigues rejeita a ideia de má propaganda para o transporte público e admite que a situação tenderá a melhorar com ajustes no serviço prestado aos utentes.

“Brevemente, as pessoas perceberão que ultrapassadas estas dificuldades, que são normais num megaprocesso destes, passarão a ter um modelo de transporte e um sistema de transporte de cunho europeu”, acrescenta.

Segundo o Portal da Queixa, os primeiros dias de operação da nova rede de transportes da Área Metropolitana do Porto, que está a operar em 17 concelhos, estão a ser marcados por um clima de insatisfação dos passageiros.

Atrasos com filas de espera que duram horas, falta de autocarros, alteração de carreiras e veículos sem informação do destino, são as principais dificuldades apontadas, tendo chegado ao Portal da Queixa 200 reclamações, com um pico de ocorrências registado esta semana.

De acordo com o comunicado enviado à Renascença, “entre 22 de novembro e 6 de dezembro, os passageiros publicaram na plataforma cerca de 200 reclamações dirigidas à Unir. A contestação começou antes do início da circulação dos novos autocarros, assim que os consumidores tiveram acesso à informação sobre as linhas e horários e reclamaram supressões de linhas”, lê-se.

“Foram 13 reclamações em novembro e já são contabilizadas 180 queixas em dezembro, sendo que, o maior volume de ocorrências foi registado no dia 5 deste mês, segundo dia oficial (útil) de operação da Unir (61 reclamações), mais 7% do que no dia anterior (4 de dezembro), onde se observaram 57 queixas”, lê-se no documento.

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