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Solidariedade

Ajudar Marrocos: peluches, sorrisos e mais do que Hugo Lima esperava

27 set, 2023 - 14:01 • Redação

Fotógrafo português faz o balanço da angariação de fundos que organizou na sequência do sismo de 9 de setembro em Marrocos.

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A 19 de setembro, Hugo Lima viajou para Marrocos com um objetivo: ajudar as vítimas do terramoto que abalou o país no dia 9 de setembro. Partiu para montanhas da região do Alto Atlas, rumo às aldeias mais isoladas, mas não ia sozinho – ia acompanhado por tendas, sacos de cama e outros bens que proporcionam abrigo e conforto. Tudo graças à petição online que abriu no dia 16 de setembro.

Petição essa que, em pouco mais de 48 horas, contou com a doação de mais de 150 pessoas. Esta quarta-feira, já contava com mais de 300 contribuições e 11 500 euros. O fotógrafo partilha que o resultado foi muito mais do que esperava e que deu, por isso, para comprar muito mais do que tinha planeado inicialmente.

Ajuda que move montanhas subiu a montanha

À Renascença, Hugo Lima afirma que conseguiu chegar onde queria. Comprou os artigos em Portugal, pois em Marrocos encontravam-se esgotados.

Hugo Lima baseou-se nos seus contactos com amigos e associações marroquinas, e também na sua experiência em voluntariado, para saber o que era necessário.

Toda esta triagem levou a que os seus planos mudassem várias vezes. Por exemplo, foi através destes contactos que soube que alimentos não faltavam, mas sim bens que proporcionavam abrigo e proteção. Foi por isso que deu prioridade à compra de tendas e sacos de cama.

“Aquilo que eu queria fazer, eu consegui, mas demorei muito mais tempo do que aquilo que eu achava. Demorei dois dias de viagem dentro da montanha até chegar às aldeias”, explica.

“Eu sabia que as aldeias maiores, com maior destruição, seriam as primeiras a serem ajudadas, assim como as aldeias de fácil acesso à face da estrada. Portanto, eu sabia que não era aí que eu ia parar.”

Peluches fazem uma "enorme diferença"

Antes de partir, o fotógrafo reparou que ainda tinha espaço para mais três quilos na sua bagagem - então adicionou peluches.

“No espaço de uma hora pedi aos pais da escola das minha filhas para levarem peluches, e, realmente, fez uma enorme diferença em muitos daqueles cenários desoladores. Os sorrisos das crianças. Embora não fosse um bem essencial, foi assim um mimosinho que fez uma enorme diferença”.

Esta quarta-feira, Hugo Lima volta a Marrocos, mas desta vez em trabalho. Afirmou que esta ideia, que descreveu como um “impulso”, foi algo esporádico.

Apesar disso, ainda leva na mala mais peluches e roupas de inverno que serão distribuídos no país. Desta vez, vai entregar alguns a uma organização a quem confia em Marraquexe, e depois passará em algumas aldeias com dois amigos, que são condutores na região montanhosa.

O terramoto de magnitude 6,9 na escala de Ritcher que abalou Marrocos a 9 de setembro resultou em quase 3 mil mortos e mais de 5 mil feridos.
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