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Porto. Vestígios arqueológicos atrasam obras do "metrobus"

18 set, 2023 - 09:37 • Redação

As obras da nova linha em curso na Avenida Marechal Gomes da Costa vão atrasar-se, pelo menos, três semanas, devido à descoberta de elementos históricos no subsolo.

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O aparecimento de vestígios arqueológicos está a provocar atrasos nas obras do "metrobus" do Porto, que ligará a Casa da Música à Praça do Império.

As obras da nova linha em curso na Avenida Marechal Gomes da Costa vão atrasar-se, pelo menos, três semanas, devido à descoberta de elementos históricos no subsolo. Estava previsto que os trabalhos na faixa da esquerda da via terminassem na semana passada.

À Renascença, o assessor da Metro do Porto, Jorge Morgado, confirma a descoberta de elementos arqueológicos e o atraso nos trabalhos de, pelo menos, três semanas na faixa da esquerda da "Marechal", seguindo depois para a faixa da direita, por mais um mês.

Morgado sublinha que a paragem da obra é obrigatória por lei para as peças encontradas sejam avaliadas, competência que cabe à Direção Regional do Património Cultural (DRPC). De acordo com o assessor, os vestígios são "fossas", termo técnico usado para despensas antigas, mas que ainda não se sabe a que período pertencem. Se a DRPC entender que as peças têm valor patrimonial, estas serão retiradas e preservadas.

A Metro do Porto e a Câmara Municipal planearam obras faseadas para possibilitar a mobilidade da avenida. A entrada em funcionalmento da linha de "metrobus" está prevista para o verão de 2024.

Este não é um evento único na cidade. A nova linha rosa" do Metro também tem conhecido vários atrasos e uma das razões foi a descoberta da Fonte da Natividade, em março de 2022, na Praça da Liberdade. Jorge Morgado afirma que a peça, do séc. XVII, foi desmontada, pedra a pedra, e está guardada nas oficinas de manutenção do Metro, em Matosinhos. Está planeado que a fonte seja remontada no novo jardim de Sophia, sobre a nova Estação da Galiza, da também Linha Rosa, a concluir no final de 2024.

Atrasa-se uma linha, atrasa-se um dia

Na semana do arranque do ano escolar, a Renascença falou com moradores e trabalhadores da zona. É o caso de Elisa Neves, contabilista num colégio privado instalado na zona, que teme que o atraso das obras dificulte o acesso à escola e que os estudantes cheguem molhados no inverno. Além disso, o ruído constante perturba a concentração dos jovens.

Já Eduardo, morador, nota maior fluxo de circulação e receia que o trânsito piore com as atividades escolares, uma vez que nesta zona encontram-se também as escolas Francisco Torrinha e Garcia de Orta.

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