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Fórum Médico reúne-se de urgência

04 jul, 2022 - 07:50 • Anabela Góis , Olímpia Mairos

Organizações do setor não concordam que os centros de saúde possam contratar médicos sem especialidade.

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A reunião entre a Associação de Médicos de Família, sindicatos e Ordem dos Médicos, desta segunda-feira, vai discutir e analisar o estado da Medicina Geral e Familiar no Serviço Nacional de Saúde.

O chamado Fórum Médico foi convocado de urgência após se saber que os centros de saúde vão poder contratar médicos de outras especialidades para funções de médico de família. A medida entrou em vigor na passada terça-feira, com a nova Lei do Orçamento do Estado.

À Renascença, Nuno Jacinto, presidente da associação de médicos de família, garante que está em causa um enorme retrocesso na qualidade dos cuidados de saúde. “Estas medidas representam um retrocesso gigantesco e inaceitável do ponto de vista para aquilo que é a Medicina Geral e Familiar, ao permitir que haja colegas não especialistas em Medicina Geral e Familiar que possam vir a ficar responsáveis por listas de 1.900 utentes nos locais onde não haja médico de família.”

“Acreditamos que não é esta a solução. A solução é precisamente captar médicos de família para o SNS e garantir que os que se formam vão ficando e que os que já lá estão não saem”, defende, acrescentando que “medidas como esta, a única coisa que fazem é afastar toda esta gente, beneficiando o percurso de não tirar a especialidade de Medicina Geral e Familiar, e isso não pode ser a solução”.

“Não podemos voltar a ter uma medicina de menor qualidade nos centros de saúde, médicos menos preparados. Isso não pode acontecer e não vai, certamente, acontecer com o acordo da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar”, conclui.

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