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​PAN denuncia morte de animais em abrigo ilegal no incêndio de Castro Marim

17 ago, 2021 - 17:23 • Redação

Partido pretende apresentar uma queixa-crime junto do Ministério Público e "questionar os ministérios da Administração Interna e do Ambiente e Ação Climática” sobre o caso.

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Pelo menos 14 animais morreram num abrigo ilegal em resultado do incêndio que deflagrou segunda-feira no concelho de Castro Marim, no Algarve, denuncia o PAN - Partido das Pessoas, Animais e Natureza.

“Os animais encontravam-se num abrigo ilegal, no local de Santa Rita (concelho de Vila Real de Santo António), já sinalizado, desconhecendo-se para já as razões pelas quais não foram resgatados com vida”, refere o PAN, em comunicado enviado à Renascença.

A líder do PAN, Inês de Sousa Real, “está já a diligenciar no sentido de apresentar uma queixa-crime junto do Ministério Público e de questionar os ministérios da Administração Interna e do Ambiente e Ação Climática”.

“Ano após ano os incêndios continuam a fustigar o nosso país, ameaçando pessoas, animais e bens. É com enorme consternação que nos inteiramos de mais um episódio com um desfecho trágico, em que pelo menos 14 animais morreram carbonizados sem que tal tenha sido evitado. Isto, pouco mais de um ano volvido desde a morte de cerca de 80 animais no incêndio de Santo Tirso”, lamenta Inês de Sousa Real.


De acordo com a informação que recolheu, o PAN diz que a situação do abrigo ilegal de animais já tinha sido denunciada e seria do conhecimento das autoridades.

“Desconhecemos, porém, à data que diligências foram ou não tomadas nomeadamente pela tutela, de modo a que fosse garantido que estes animais ficariam a salvo perante a ameaça deste incêndio”, refere Inês de Sousa Real.

O PAN recorda que “está em curso na Assembleia da República uma iniciativa que visa a inclusão dos animais nos planos de proteção civil”.

“Este episódio só vem relembrar a inércia da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) perante estes casos ao longo dos anos, e que no seguimento do episódio de Santo Tirso, levou à transferência de competências para o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), de cujo organismo se exige que sejam dadas provas de que o bem-estar animal é de facto uma prioridade, ainda que para o PAN se devesse ter ido mais longe e criado uma Direção-Geral autónoma de salvaguarda do bem-estar animal”, remata Inês de Sousa Real.

O incêndio que deflagrou na segunda-feira de madrugada no concelho de Castro Marim, no Algarve, está "em resolução", anunciou esta terça-feira à tarde a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

De acordo com Richard Marques, comandante distrital de Faro, 81 pessoas de 12 localidades foram retiradas de suas casas por prevenção.

Também 80 cães e 110 gatos foram retirados e levados para os canis de Loulé e Tavira, disse a mesma fonte em conferência de imprensa.

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