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Instituto do Sangue diz que reservas têm respondido às necessidades e são as habituais no verão

04 ago, 2021 - 12:52 • Lusa

O Instituto Português do Sangue esclareceu que as reservas de sangue têm mantido níveis de estabilidade que permitem dar resposta às necessidades e que os níveis de reserva atuais são os habituais para o verão.

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"Presentemente, a situação no que respeita às existências de componentes sanguíneos encontra-se com reservas de sangue e componentes sanguíneos características do período de verão", afirmou o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), em resposta à agência Lusa. .

O IPST referiu que "é habitual verificar-se alguma instabilidade nas reservas de sangue no período do verão", ao coincidir com os períodos de férias da maioria dos portugueses, e reforçou a necessidade da dádiva "regular e faseada ao longo do ano", lembrando que nos hospitais portugueses são necessárias cerca de 1.000 unidades de sangue e componentes sanguíneos todos os dias.

"Nunca é demais relembrar que os componentes sanguíneos têm um tempo limitado de armazenamento (35 a 42 dias para os concentrados eritrocitários, 5 a 7 dias para as plaquetas) e que os dadores de sangue, sendo homens, só podem realizar a sua dádiva de três em três meses e, sendo mulheres, de quatro em quatro meses", recorda o IPST.

Diz também que, no final da semana passada, os dias de reserva estratégica nacional, considerando as reservas existentes nos hospitais e no IPST, situavam-se entre os 19 e 52 dias para a reserva de concentrados eritrocitários dos hospitais e entre três e 29 dias para a reserva de concentrados eritrocitários do IPST.

Os grupos sanguíneos com reservas mais baixas são o "A negativo", o "0 negativo" e o "B negativo".

O IPST sublinha que as reservas têm mantido níveis de estabilidade "que permitem dar resposta às necessidades existentes", reconhece que a pandemia provocou uma desaceleração no número de dádivas de sangue colhidas, mas lembrando que esta tem sido acompanhada pela quebra do consumo. .

"No ano de 2020, claramente marcado pelo contexto de pandemia, observou-se uma redução de apenas 7% nas colheitas, que coincidiu com o abrandamento das atividades hospitalares, o que se traduziu num equilíbrio entre as colheitas e os consumos", refere.

Segundo o instituto, entre janeiro e o final de junho de 2021, verificou-se um aumento de 15% no total de dádivas relativamente ao período homólogo do ano anterior. .

"Realizaram dádiva pela primeira vez, até ao final de junho, 15 493 dadores, mais 75% do que no período homólogo de 2020", acrescenta.

O IPST diz ainda que, face à situação de pandemia e impossibilidade de realizar sessões de colheita em unidades móveis tem procurado alternativas em espaços próximos das zonas de veraneio, mas lembra que "nem sempre é possível".

Durante o mês de agosto irá decorrer, numa colaboração do IPST com a Cruz Vermelha Portuguesa, uma campanha de promoção da dádiva de sangue nas redes sociais que contará com diversas figuras públicas.

A informação do IPST surgiu depois de, na terça-feira, a Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES) ter apelado para a dádiva de sangue antes de férias, sublinhando a necessidade de sangue dos grupos O-, A- e B -, com reservas "muito em baixo".

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