Siga-nos no Whatsapp
A+ / A-

Covid, os portugueses e ingleses

Ministra da Saúde diz que incumprimento de uns "não deve ser um álibi" para outros

31 mai, 2021 - 15:32 • Lusa

Questionada sobre se haveria um regresso de público aos estádios nas competições desportivas portuguesas, Marta Temido disse que é preciso "apreciar cuidadosamente" as regras que irão reger o país nos próximos tempos.

A+ / A-

Veja também:


A ministra da Saúde afirmou esta segunda-feira que os portugueses têm que continuar a seguir regras sanitárias e que o facto de outros não as cumprirem, nomeadamente na final da Liga dos Campeões, não pode servir de álibi.

"Tenho a certeza que neste momento já todos os portugueses compreenderam que há um conjunto de regras que temos que continuar a seguir e a circunstância de outros não as cumprirem, não deve ser um álibi para aquilo que gostaríamos de fazer", disse Marta Temido, que falava aos jornalistas antes de participar na sessão de abertura do Congresso Nacional da Ordem dos Médicos, que decorre em Coimbra.

Questionada sobre o incumprimento das regras durante o fim de semana, na receção da final da Liga dos Campeões, no Porto, a ministra referiu que "houve várias bolhas de segurança e várias circulações aleatórias", considerando que é importante retirar "as necessárias consequências em termos de saúde pública", nomeadamente através da testagem das populações mais expostas ao potencial contágio.

"Houve momentos da 'Champions' que correram dentro daquilo que estava previsto e houve outros momentos que, por força daquilo que também foi a abertura da circulação de nacionais de outros Estados, vieram juntar-se àquilo que era um movimento previsto de deslocação, de acordo com determinadas regras", acrescentou.

Para Marta Temido, está-se perante aquilo que classificou como um "difícil equilíbrio".

"Por um lado, a propensão natural das pessoas para terem uma vida o mais normal possível e, por outro lado, a exigência sanitária da qual temos que manter cuidadoso respeito, no sentido de que as máscaras sejam mantidas, o distanciamento seja mantido e as demais regras sejam respeitadas", frisou.

De acordo com a ministra, está "nas mãos de cada um" garantir esse equilíbrio.

Questionada sobre se haveria um regresso de público aos estádios nas competições desportivas portuguesas, Marta Temido disse que é preciso "apreciar cuidadosamente" as regras que irão reger o país nos próximos tempos.

A final da Liga dos Campeões, entre Manchester City e Chelsea, decorreu no Porto, no sábado, num jogo com a presença de adeptos ingleses, que durante os últimos dias estiveram aglomerados no centro da cidade, a maioria sem cumprir as regras ditadas pela pandemia de Covid-19, como o uso de máscara e o distanciamento físico.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 3.543.125 mortos no mundo, resultantes de mais de 170,2 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 17.025 pessoas dos 849.093 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • José J C Cruz Pinto
    31 mai, 2021 ILHAVO 17:22
    Ora o mais importante é mesmo não permitir que o mau exemplo do que correu mal sirva agora de "bom" exemplo para apoiar as pretensões de idiotas disfarçados ou encartados (dos futebóis e outros "arraiais") que parecem querer que algo venha a correr ainda pior. E quanto a "claques" e outros "grupos de pressão", é simplesmente mandá-los "encher-se de moscas". A "democracia do disparate" é a pior e mais idiota das ditaduras.

Destaques V+