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Champions no Porto. Festa britânica terá sido “erro de gestão”

30 mai, 2021 - 10:34 • Pedro Mesquita , Marta Grosso , Eduardo Soares da Silva

A tarde de sábado foi de caos e ajuntamentos desorganizados na Baixa do Porto. No final do jogo, vieram os desacatos. Médico Bernardo Gomes defende “um ‘reset’” na comunicação, “sob risco de se perder a adesão voluntária das pessoas aos cuidados que devemos ter”.

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A festa britânica que se viveu no Porto na última noite, a propósito da Liga dos Campeões, “foi potencialmente um erro de gestão, também política”. A posição assumida é na Renascença pelo médico de saúde pública Bernardo Gomes.

O médico que também integra o chamado “grupo das linhas vermelhas” destaca que uma comunicação efetiva de risco deve passar pela confiança e a transparência, e que, nesta fase de desconfinamento, não pode haver exemplos contraditórios.

“A comunicação de risco efetiva passa por conseguirmos manter a confiança, a congruência e a transparência”, defende, acrescentando que “não podemos pedir adesão voluntária às pessoas quando depois há exemplos contraditórios”.

Bernardo Gomes lembra que vivemos “numa altura particularmente delicada, em que temos de começar a largar medidas e privilegiar o ar livre”.

Sobre esta matéria, de resto, o especialista defende uma aposta na fiscalização de espaços fechados e ajuntamentos e mostra-se contrário ao uso de máscara no acesso à praia.

“Na minha modesta opinião, não faz sentido. Nós perdemos uma oportunidade, com este ruído todo de começar a transmitir que, ao ar livre, sem ser em agregações, de passagem não faz sentido as pessoas estarem a usar máscara nesta atual fase da pandemia”, mas sim “focar-nos nos espaços fechados e em agregações”.

“Há aqui uma necessidade clara de reinício de comunicação”, defende, “sob risco de perder também a adesão voluntária das pessoas aos riscos e aos cuidados que devemos ter”.

“Sem esse ‘reset’, é mais difícil conseguirmos gerir isto e estas circunstâncias de autoridade e de exemplo são muito importantes para termos uma comunicação efetiva”, destaca ainda.

A Liga dos Campeões, que se jogou na noite de sábado no Porto, juntou na cidade milhares de adeptos, em quase três dias de convívio. O Chelsea sagrou-se campeão europeu e, no final, houve desacatos.

Resumo de um dia caótico

Mais de 40 aviões aterraram no aeroporto do Porto durante o dia de sábado, vindos de Manchester e Londres, com milhares de adeptos dos dois clubes.

A tarde foi de caos e ajuntamentos desorganizados na Baixa do Porto, principalmente nos Aliados, onde estavam os adeptos do Chelsea, e também na Ribeira, onde estiveram os adeptos do Manchester City.

Não existiu uma bolha, como foi inicialmente anunciado pelo Governo, e os adeptos moveram-se livremente pela cidade.

A deslocação para o estádio foi a parte que correu de acordo com os planos: de forma ordeira e parcelada.

Dentro de campo, o Chelsea conquistou a sua segunda Liga dos Campeões e na Ribeira houve confrontos entre adeptos. A PSP confirma quatro detenções: dois adeptos do City por agressões a polícias e dois indivíduos por contrafação de material.

A bolha furou. Imagens da festa no Porto antes da final da Champions
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  • Ivo Pestana
    30 mai, 2021 Funchal 18:44
    Erro de pesagem. Para os portugueses nada, para os ingleses tudo. Um peso com medidas diferentes.
  • Anónimo
    30 mai, 2021 Lisboa 15:13
    Erro de gestão? São burros ou fazem-se? Até uma criança de cinco anos é mais inteligente que Suas Excelências! Ganhem vergonha na cara que se o governo de António Costa tivesse alguma já teria havido muitos casos de harakiri neste momento, e ninguém verteria uma lágrima por isso.
  • Joao Oliveira
    30 mai, 2021 Edinburgo 11:41
    Cade o Estado de calamidade? Quando se fala de futebol, porque raio abrem-se todo tipo de exceções? Tudo se permite em nome de um enternecimento, e revoltante.
  • António dos Santos
    30 mai, 2021 Coimbra 10:31
    Não é erro de gestão. A realidade de Portugal, é que estamos a ser desgovernados por uma matilha de incompetentes, desde o parlamento, governo, autoridades da saúde e segurança. PORTUGAL É 10 VEZES MAIS ABAIXO, QUE UMA REPÚBLICA DAS BANANAS!!!

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