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Pandemia

Mais testes à Covid-19? Pneumologista Filipe Froes diz ser fundamental

10 fev, 2021 - 09:33 • Marina Pimentel , Marta Grosso

Usar os testes à Covid-19 como meio de rastreio é um tema que tem estado em discussão. A DGS promete apresentar uma nova estratégia de testagem esta semana.

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O pneumologista e coordenador do Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos, Filipe Froes, diz ser fundamental a Direção-Geral da Saúde (DGS) avançar com uma proposta de revisão da estratégia de testagem, que passa pelo aumento dos rastreios e dos testes a contactos de casos positivos de Covid-19.

“Os contactos de alto risco têm de ser imediatamente testados”, defende, em declarações à Renascença. “Essas pessoas até, geralmente, são assintomáticas”, recorda.

Mas porque é que os contactos de risco têm de ser logo testados? “Primeiro, essas pessoas podem ser a fonte da infeção e não sabemos que estão infetadas. É uma maneira indireta de irmos buscar pessoas assintomáticas que mantêm as cadeias de transmissão na comunidade. Em segundo lugar, os contactos de alto risco, muitas vezes, quando são identificados nos inquéritos epidemiológicos, já passaram três, quatro dias. Elas próprias, se desenvolveram a infeção, podem também já ter transmitido a doença a terceiros”, explica o especialista.

Filipe Froes diz ainda que, se o resultado do teste for negativo, a pessoa deve continuar em isolamento profilático durante 14 dias.

Questionada pela Renascença sobre o pedido do Governo para aumentar a testagem, a Direção-Geral da Saúde respondeu que vai apresentar, ainda esta semana, ao Ministério da Saúde uma proposta de revisão da estratégia de testagem. A DGS explica que o objetivo é fomentar as ações de rastreio, bem como os testes a realizar a contactos de casos positivos de Covid-19.

Ao longo da pandemia, tem existido alguma tensão entre Governo, Presidência e Direção Geral da Saúde, que agora se revelaram por pressões públicas por parte do primeiro-ministro e da ministra da Saúde. Em causa estão os rastreios e os testes que o Governo quer agilizar, mas que tem encontrado resistência por parte da DGS e dos médicos de saúde pública.

A questão dos rastreios e dos inquéritos epidemiológicos levou o primeiro-ministro a deixar, na terça-feira, mais um recado para dentro da DGS na reunião que reuniu políticos e especialistas – recado que até foi feito notar pelo Presidente da República a alguns dos partidos que ouviu durante a tarde.

“É óbvio que, para reabrir a vida económica e social, precisamos de mecanismos de rastreio mais fortes”, diz à Renascença uma fonte governamental, manifestando incompreensão pela forma lenta como as decisões são tomadas e implementadas.

De um lado os testes, do outro as vacinas. Para dar conta da estratégia europeia de vacinação na União Europeia, a presidente do executivo comunitário vai, nesta quarta-feira, ao Parlamento Europeu fazer um ponto de situação.

Apesar de previsto, as farmacêuticas não deverão entregar as doses acordadas para estes primeiros meses de 2021 por falta de capacidade de produção, o que já levou a atrasos na distribuição.

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