Tempo
|
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
A+ / A-

Covid-19. Médicos “cansados de não ajudar” escrevem carta

08 fev, 2021 - 09:12 • Redação com Lusa

Carta foi enviada à ministra da Saúde, ao Primeiro-ministro e ao Presidente da República. "Queremos ajudar e declaramo-nos presentes", pode ler-se.

A+ / A-

Veja também:


Mais de uma centena de médicos, alguns reformados, escreveram uma carta a queixarem-se das barreiras administrativas que lhes foram levantadas quando se ofereceram para ajudar como voluntários o Serviço Nacional de Saúde.

Sublinhando que o SNS "vive um dos seus períodos mais exigentes de sempre", situação na qual "todos são precisos e ninguém é dispensável", os médicos dizem-se dispostos a ajudar, que já se ofereceram, mas que forem levantadas barreiras administrativas e ao trabalho voluntário.

Na carta, enviada à ministra da Saúde, ao Primeiro-ministro e ao Presidente da República, e cujo primeiro signatário é o médico Gentil Martins, dizem que milhares responderam ao desafio lançado pelo bastonário da Ordem dos Médicos, que "a lista foi enviada ao Ministério da Saúde" e que "nada aconteceu ou foi colocado um conjunto de barreiras administrativas inexplicáveis, entre as quais a recusa de trabalho voluntário".

Maria do Céu Machado, uma das signatárias da missiva, diz que “estão cansados de não ajudar” e à Renascença dá dois exemplos do que podem fazer: “Fazer os inquéritos epidemiológicos, que são tão importantes para evitar a transmissão da infeção, como ter cuidados intensivos, ter ventiladores e recursos humanos nos hospitais; por outro lado, há sempre um médico que tem que estar presente nos lugares de vacinação e nós poderemos também dar apoio nessa área”.
A ex-presidente do Infarmed lembra que se ofereceram para ser voluntários, sem necessidade de qualquer pagamento, por isso, não entende a burocracia a que estão sujeitos.
"Somos um conjunto de médicos, alguns reformados, mas ativos. Queremos ajudar e declaramo-nos presentes", afirmam na carta, sublinhando que os médicos "têm estado nas primeiras linhas do combate à Covid-19", assegurando não só a frente de batalha, mas também "garantindo o apoio a todos os doentes não Covid".

"Mas somos poucos para tanto que está a atingir a nossa saúde e o nosso SNS", lamentam os clínicos, dizendo que mantêm a "vontade de participar ativamente no combate à pandemia", "na educação para a saúde das populações", "nos inquéritos epidemiológicos", "no trace covid", "no apoio à vacinação" e "nos hospitais de campanha".

Na missiva, os médicos consideram incompreensível não terem sido chamados a participar "quando os hospitais e centros de saúde começam a claudicar por cansaço" e a "saúde pública todos os dias alerta para a falta de recursos".

"Estamos aqui e queremos ajudar neste combate. Lutando com toda a nossa energia e materializando tudo aquilo que afirmámos no nosso Juramento de Hipócrates", afirmam, pedindo aos governantes que assumam que é necessário o esforço de todos e que "o 'exército' pode ser reforçado".

"Os portugueses não entenderão que se continue a não aceitar a nossa presença e que a nossa participação seja dificultada por burocracias inexplicáveis", consideram, pedindo que a sua ajuda seja considerada como voluntária.

Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • José J C Cruz Pinto
    08 fev, 2021 Ílhavo 12:28
    Se é como se diz na carta, IMPÕE-SE de facto uma explicação! Não se entende de todo. Pode entender-se que um Governo não queira aceitar trabalho voluntário, porque todo o trabalho deve ser pago, prestado seja a quem for. Mas então PAGUEM (... a quem queira aceitar o pagamento, evidentemente)! [... Será que há alguém no Governo que acha que falta o ... "cacau"? ... Arranjem-no, e depressa!] Mas não nos venham dizer que o Estado não pode aceitar trabalho voluntário, necessário e competente numa emergência destas! A lei não permite?? [Será verdade'] Mudem-na, com efeitos imediatos, ou então violem-na, e JÁ (!) - nem mais - enquanto emendam ou apagam o disparate.
  • Maria Oliveira
    08 fev, 2021 Lisboa 11:44
    Deve ser a burocracia do costume. Parece que estamos muito bem para nos darmos ao luxo de dispensar a colaboração destes médicos. Infelizmente, nada funciona como devia. E há que dizê-lo: exclusivamente por culpa deste (des)Governo.
  • Luis Amaral
    08 fev, 2021 Azeitão 11:40
    ...e entretanto estamos a gastar dinheiro com clínicos vindos do exterior (que não sabemos quanto isso custa...)

Destaques V+