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Coronavírus

Farmácias disponíveis para fazer testes em massa. “Tudo depende da vontade” política

17 nov, 2020 - 18:54 • Filipe d'Avillez , Hugo Monteiro

A Associação de Farmácias de Portugal diz que seria possível em Portugal uma estratégia como a que foi proposta esta terça-feira em Madrid, de permitir às farmácias fazer testes e assim ajudar a “salvar o Natal”.

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As farmácias têm capacidade para fazer testes à Covid-19, mas falta legislação e coordenação com as restantes autoridades sanitárias para que tal seja possível.

Contudo, a presidente da Associação de Farmácias de Portugal diz que tudo é possível, desde que haja vontade política para ultrapassar essas barreiras.

Esta terça-feira o vice-presidente da comunidade de Madrid, Ignacio Aguado, sugeriu que o Governo central permita uma campanha massiva de testes nas farmácias para ajudar a “salvar o Natal”.

Manuela Pacheco acredita que seria possível avançar, em Portugal, com uma estratégia semelhante à proposta em Madrid, de modo a salvar o Natal. Sejam, para isso, criadas as condições necessárias e haja boa vontade.

“Neste momento as condições passam por ter de haver uma legislação que nos permita fazer esses testes”, começa por dizer.

“Em simultâneo terá de haver uma articulação entre todos os parceiros e todos os farmacêuticos comunitários, os médicos de família e os delegados de saúde para se poder rastrear o casos positivos, porque não faz sentido estar a fazer em massa testes a utentes que entrem na farmácia, aleatórios, sem haver uma indicação prévia de haver ou não sintomas, e depois não poder fazer seguimento para os locais Covid, os hospitais, respetivos centros, porque ficamos com dados que não vão ser contabilizados e rastreados.”

“Estamos perfeitamente de acordo em que isso possa vir a ser feito, mas antes tem de se criar as condições apropriadas para se fazer”, afirma.

Questionada sobre se isso seria possível fazer-se em tempo útil, Manuela Pacheco diz que não tem dúvidas. “Tudo depende da vontade. Com vontade faz-se tudo.”

Neste momento já é possível fazerem-se testes de anticorpos nas farmácias, mas não os testes que demonstram se os utentes estão positivos ou não.

“Os testes de que estão a falar em Madrid, presumo, são os testes com zaragatoa nasofaríngea, do antigénio, que normalmente as farmácias não estão a fazer. Os que as farmácias estão a fazer são os de anticorpos, que como o nome indica apenas nos dão a indicação de se o utente tem ou não anticorpos, ou se esteve ou não esteve em contacto com o vírus. O que querem fazer em Madrid é rastrear para ver quem está ou não está positivo, para ficar em isolamento e evitar a propagação”, conclui.

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