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"Teste do pezinho" revela saldo negativo de nascimentos no segundo semestre

09 set, 2020 - 07:20 • Marina Pimentel , Anabela Góis

Responsável pela Unidade de Rastreio Neo Natal Metabolismo e Genética acredita que o confinamento vai resultar num maior número de nascimentos no fim do ano.

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Depois de um primeiro semestre com mais bebés, na segunda metade do ano o número de nascimentos caiu. Nesta altura, Portugal está com saldo negativo em comparação com o ano passado.

A avaliação é feita tendo por base o Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), conhecido como "teste do pezinho", um indicador habitualmente usado para estas contas, porque é feito a 99% dos bebés no território.

“Fechámos agosto e fizemos menos 889 testes do que em período homologo de 2019. No primeiro semestre registou-se um ligeiro aumento dos testes - o que até sugeria um ligeiro amento da natalidade – mas no segundo semestre esse número está a baixar. Para já estamos com um défice”, contabilizou Laura Vilarinho, da Unidade de Rastreio Neo Natal Metabolismo e Genética.

Esta responsável desdramatiza a queda da natalidade verificada até agora, lembrando que o passado recente mostra que os números acabam por equilibrar-se, muito com a ajuda dos imigrantes. “Ainda pode haver um aumento até ao fim do ano, porque nos últimos anos tem acontecido uma estabilidade da natalidade. Um bocadinho à custa dos emigrantes.”

Laura Vilarinho acredita que o confinamento a que fomos obrigados por causa da pandemia vai resultar num maior número de nascimentos lá para o fim do ano.

“Têm-nos pedidos muitos cartões de vários centros de saúde, porque estão a prever que vão nascer muito bebés no fim do ano. Há muitas grávidas em seguimento nas consultas de vigilância”, justifica.

Em 2019, nasceram pelo menos 87.364 bebés em Portugal, mais 537 face ao ano anterior e mais 4.264 do que em 2014, segundo dados baseados no teste do pezinho divulgados pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA).

O Programa Nacional de Diagnóstico Precoce arrancou em 1979 com o objetivo de diagnosticar crianças que sofrem de doenças genéticas que podem beneficiar de tratamento precoce, evitando a ocorrência de atraso mental, doença grave irreversível e até mesmo a morte.

O programa abrange atualmente 26 doenças, 25 das quais de origem genética.

O "teste do pezinho" deve ser realizado entre o terceiro e o sexto dia do bebé e consiste na recolha de gotículas de sangue através de uma picada no pé do bebé.

Apesar de não ser obrigatório, o Programa Nacional de Rastreio Neonatal tem atualmente uma taxa de cobertura de 99,5%, sendo o tempo médio de início do tratamento de 9,9 dias.

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  • Ivo Pestana
    09 set, 2020 Funchal 13:31
    Saldo negativo? Não é problema, pois os netos dos portugueses emigrados são portugueses.

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