32,08%
8 Deputados
31,11%
7 Deputados
9,79%
2 Deputados
9,07%
2 Deputados
4,26%
1 Deputados
4,12%
1 Deputados
3,76%
0 Deputados
1,22%
0 Deputados
2,62%
0 Deputados
  • Freguesias apuradas: 3092 de 3092
  • Abstenção: 63,48%
  • Votos Nulos: 0,77%
  • Votos em Branco: 1,20%

A+ / A-

Trump admite que lei do aborto no Arizona foi longe demais

10 abr, 2024 - 23:54 • Lusa

Supremo Tribunal do estado recuperou uma lei do século XIX que só admite a interrupção voluntária da gravidez em caso de perigo de vida da grávida.

A+ / A-

O ex-presidente e candidato republicano Donald Trump disse esta quarta-feira que uma lei do Arizona que criminaliza quase todos os abortos vai longe demais, pedindo ao Parlamento estadual que a altere.

Uma decisão do Supremo Tribunal do estado do Arizona, conhecida na terça-feira, abriu caminho para a aplicação de uma lei de 1864 que proíbe o aborto em todas as fases da gravidez, sem exceções para violação ou incesto. Só admite em caso de risco de vida da grávida.

"Isso será resolvido e, como vocês sabem, é tudo uma questão de direito dos estados", disse Trump, mostrando-se confiante de que o governo estadual do Arizona contribuirá para a solução do que o republicano considera ser um exagero.

Trump está a enfrentar pressão política sobre o direito ao acesso ao aborto - que os seus adversários democratas esperam que seja uma questão decisiva nas eleições de novembro - depois de divulgar esta semana uma declaração em vídeo recusando-se a apoiar uma proibição nacional do aborto e dizendo que acredita que os limites devem ser deixados aos estados.

A declaração nesse vídeo irritou os conservadores religiosos e deu novos argumentos aos aliados do Presidente Joe Biden, que consideram o tema do direito ao aborto como uma das fraquezas políticas de Trump.

O candidato republicano afirma estar orgulhoso de que os três juízes do Supremo Tribunal federal que ele nomeou quando estava na Casa Branca (2017-2021) tenham votado pela anulação de jurisprudência que dava ao Governo central poderes para defender o acesso universal ao aborto.

Trump considera que esse acesso deve ser limitado, mas defende três exceções: em casos de violação, incesto e quando a vida da mãe está em risco.

O candidato republicano também comentou uma lei da Florida que proíbe o aborto após as seis semanas de gravidez, dizendo que provavelmente também a mudará, se vier a ser eleito para a Casa Branca.

"Ao longo de 52 anos, as pessoas quiseram acabar com Roe v. Wade [a lei de jurisprudência sobre o aborto], para devolver o poder aos estados. Nós fizemos isso. Foi uma coisa incrível, uma conquista incrível", prometeu Trump, mostrando-se confiante de que também a situação na Florida seja alterada.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+