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Ataques de "hackers" às eleições no Reino Unido tiveram origem na China

25 mar, 2024 - 17:48 • Miguel Marques Ribeiro com Reuters

Revelação compromete normalização das relações entre os dois países e reforça os alertas globais contra a ciberespionagem com origem em Pequim.

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O Reino Unido acusou esta segunda-feira "hackers" chineses de estarem por detrás de um ataque informático à entidade responsável pela vigilância e acompanhamento dos processos eleitorais (o equivalente britânico à Comissão Nacional de Eleições), ação que terá exposto os dados pessoais de milhões de pessoas.

As autoridades de Londres concluíram ainda que um grupo com ligações a Pequim tentou invadir as contas de email de deputados britânicos críticos do regime chinês.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros descreve uma tentativa de ataque informático, ocorrida em 2021, que visou políticos britânicos que se “destacaram na denúncia da atividade maligna da China”.

O outro ataque, que teve como alvo a Comissão Eleitoral da Grã-Bretanha, remonta a 2021-2022 e era conhecido pelo menos desde o ano passado, mas as autoridades britânicas ainda não tinham esclarecido quem era o responsável. O secretário dos Assuntos Externos, David Cameron, descreveu as sabotagens como “absolutamente inaceitáveis”, segundo o mesmo comunicado.

Em resposta a estas ações, a Grã-Bretanha decidiu impor sanções a duas pessoas e a uma empresa ligada ao grupo de "hackers" conhecido por APT31, que recebe proteção das autoridades da República Popular da China, afirmou o ministério dos Negócios Estrangeiros.

A embaixada chinesa em Londres ainda não comentou as acusações.

Normalização das relações chino-britânicas mais difícil

O governo dirigido por Rishi Sunak está a tentar encontrar um equilíbrio delicado entre a neutralização de ameaças à segurança representadas pela República Popular da China e, ao mesmo tempo, manter ou mesmo reforçar a cooperação bilateral em algumas áreas centrais como o comércio, o investimento e as alterações climáticas.

No último ano, a Grã-Bretanha fez esforços para melhorar os laços com a China depois do relacionamento entre os dois países ter atingido o ponto mais baixo em décadas sob o governo do ex-primeiro-ministro Boris Johnson, quando Londres restringiu alguns investimentos chineses devido a preocupações com a segurança nacional e expressou preocupação com a repressão às liberdades em Hong Kong.

Porém, mais recentemente tem havido uma ansiedade crescente relativamente à alegada atividade de espionagem da China no Reino Unido, numa altura em que se aproxima a data das eleições gerais naquele país, previstas para o final de 2024.

As tensões entre Pequim e as potências ocidentais sobre questões relacionadas com a ciberespionagem têm aumentado à medida que as agências de inteligência ocidentais soam cada vez mais o alarme perante a atividade de pirataria informática apoiada pelo Estado chinês.

No mês passado, autoridades de segurança disseram à Reuters que o governo dos EUA lançou uma operação de combate a hackers chineses que conseguiram comprometer milhares de dispositivos ligados à Internet. Dias depois, as agências de inteligência holandesas disseram que um grupo de ciberespiões chineses conseguiu ter acesso a uma rede militar na Holanda, no que consideraram ser uma tendência de espionagem política chinesa.

APT31: um grupo de hackers que atua por todo o mundo

O APT31, o grupo de hackers chinês por trás da violação dos emails de legisladores britânicos, tem um histórico de espionagem de políticos e seus funcionários.

Em 2020, pesquisadores de segurança do Google e da Microsoft alertaram que o grupo tinha como alvo os e-mails pessoais de funcionários da campanha de Joe Biden à presidência dos Estados Unidos.

De acordo com a empresa norte-americana de segurança cibernética Secureworks, o APT31 tem também como alvo empresas jurídicas, de consultoria e de desenvolvimento de software.

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