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Moçambique quer travar terrorismo em Cabo Delgado

25 jun, 2023 - 14:16

A província de Cabo Delgado enfrenta há cinco anos uma insurgência armada com alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

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O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, considerou, este domingo, urgente travar focos de incursões rebeldes que prevalecem em Cabo Delgado (norte), no dia em que Moçambique celebra 48 anos de independência.

"Celebramos os 48 anos da nossa independência nacional com o desafio de urgentemente estancarmos os focos de violência terrorista que ainda se registam em alguns distritos de Cabo Delgado", declarou o Filipe Nyusi, numa declaração à nação a partir da Praça dos Heróis, no âmbito das celebrações centrais da efeméride em Maputo.

Segundo Filipe Nyusi, os esforços operativos das forças governamentais, com apoio da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e Ruanda, estão a garantir a estabilidade necessária para o regresso das populações deslocadas devido ao conflito, mas o desafio permanece face a focos de instabilidade.

"Nos últimos tempos, verifica-se o retorno das populações deslocadas às zonas de origem à mercê das ações das valentes Forças de Defesa de Moçambique, com apoio das forças de países amigos da SADC e Ruanda", frisou Filipe Nyusi.

A província de Cabo Delgado enfrenta há cinco anos uma insurgência armada com alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico. O conflito já fez um milhão de deslocados, de acordo com as Nações Unidas, e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED.

Para o chefe de Estado moçambicano, quando se assinalam 48 anos após a proclamação da independência, a nação deve continuar a privilegiar a paz e a unidade nacional, dois aspetos fundamentais no quadro dos esforços para o desenvolvimento económico.

"Somos todos convidados a trabalhar para que a paz seja efetiva e duradoura", observou Filipe Nyusi, destacando o encerramento, na semana passada, da última base do braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição, nos âmbitos dos acordos de paz.

"Desde 1975, pela primeira vez em território moçambicano, não há um partido político armado", notou Filipe Nyusi.

O acordo que culminou com o desarmamento do braço armado do principal partido de oposição, assinado em agosto de 2019, foi o terceiro entre o Governo e a Renamo, tendo sido os dois primeiros violados e resultado em confrontação armada, na sequência da contestação dos resultados eleitorais por aquela força política de oposição.

No âmbito do processo, 5.221 guerrilheiros da Renamo voltaram para casa.

Moçambique celebra hoje 48 anos após a proclamação da independência em 1975 pelo então Presidente Samora Machel, após uma luta armada de libertação contra o regime colonial português que começou em 1964.

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