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Pegasus

Caso de espionagem em massa é "totalmente inaceitável", diz Von der Leyen

19 jul, 2021 - 13:48 • Lusa

Um consórcio de 17 órgãos de comunicação internacionais denunciou que jornalistas, ativistas e dissidentes políticos em todo o mundo terão sido espiados graças ao software desenvolvido pela empresa israelita NSO Group.

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse esta segunda-feira que o caso de espionagem a jornalistas, ativistas e dissidentes políticos, denunciado no domingo, é "totalmente inaceitável".

"Temos de confirmar. Mas se for verdade, é totalmente inaceitável", disse von der Leyen, comentando as denúncias de espionagem em massa perante jornalistas, em Praga, salientando que "a liberdade de imprensa é um valor central da União Europeia".

Um consórcio de 17 órgãos de comunicação internacionais denunciou no domingo que jornalistas, ativistas e dissidentes políticos em todo o mundo terão sido espiados graças ao software desenvolvido pela empresa israelita NSO Group.

A empresa, fundada em 2011 a norte de Telavive, comercializa o 'spyware' Pegasus, que, inserido num 'smartphone', permite aceder a mensagens, fotos, contactos e até ouvir as chamadas do proprietário.

A investigação publicada no domingo por um consórcio de 17 órgãos de comunicação internacionais, incluindo o jornal francês Le Monde, o britânico The Guardian e o norte-americano The Washington Post, baseia-se numa lista obtida pelas organizações Forbidden Stories e Amnistia Internacional, que incluem 50 mil números de telefone selecionados pelos clientes da NSO desde 2016 para potencial vigilância.

A lista inclui os números de telefone de pelo menos 180 jornalistas, 600 políticos, 85 ativistas de direitos humanos e 65 líderes empresariais, de acordo com a análise realizada pelo consórcio, que localizou muitos em Marrocos, Arábia Saudita e México.

Também um alto funcionário norte-americano anunciou este domingo que Washington e os seus aliados irão denunciar as atividades cibernéticas "maliciosas", atribuindo-as à China, que acusarão de realizar operações de extorsão contra as suas empresas, mas também de ameaça à segurança.

"Um grupo sem precedentes de aliados e parceiros, incluindo a União Europeia, Reino Unido, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e NATO irão juntar-se aos Estados Unidos para expor as atividades cibernéticas maliciosas do Ministério da Segurança da China", disse a mesma fonte, que pediu para não ser identificada.

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