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China

Hong-Kong. Ativistas pró-democracia condenados por organizar protestos

01 abr, 2021 - 19:07 • Hélio Carvalho , com agências

Em 2019, milhões de pessoas saíram às ruas para exigir democracia na região chinesa, mas o Governo chinês tem retaliado com forte repressão política e judicial.

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Os tribunais chineses condenou, esta quinta-feira, sete importantes figuras do movimento pró-democracia de Hong Kong de organizar um dos protestos em 2019 que levaram milhões às ruas naquela região chinesa. Os ativistas ficam à espera de saber a pena a cumprir, podendo esta chegar a dez anos de prisão.

Entre os líderes pró-democracia encontram-se o antigo deputado e advogado Martin Lee, de 82 anos, considerado o pai da democracia em Hong Kong, entre outros antigos legisladores e advogados.

O resultado do julgamento, que durou quatro semanas, é mais um golpe contra a tentativa da região chinesa de se agarrar à esperança de ver democracia em Hong Kong. O Governo chinês tem reprimido todos os protestos pró-democracia e todas as tentativas eleitorais e judiciais de criar uma resistência ao regime de Xi Jinping.

Durante a pandemia, a China aprovou uma "lei de segurança pública", que limita gravemente a liberdade de expressão e permite a detenção pelo simples uso de símbolos pró-democracia, com penas pesadas.

Ainda assim, apesar do ataque do Governo central de Pequim contra eleições livres e liberdade de imprensa, alguns manifestantes juntaram-se à porta do tribunal para exigir o fim da perseguição política e amnistia para as centenas de detidos durante os protestos de 2019.

“Cinco exigências, nem uma a menos”. Há cinco meses que manifestantes em Hong Kong saem à rua
“Cinco exigências, nem uma a menos”. Há cinco meses que manifestantes em Hong Kong saem à rua

O protesto em questão, que motivou a condenação, foi o de 18 de agosto de 2019, organizado pela Civil Human Rights Front. Nesse dia, cerca de 1,7 milhões de pessoas marcharam pelas ruas de Hong Kong, sem haver qualquer retaliação ou confronto com as autoridades.

Decorreu de forma pacífica, mas as autoridades tinham permitido um ajuntamento num parque, não uma marcha. No entanto, a multidão cresceu rapidamente, fora do controlo da organização e das autoridades.

Os sete ativistas foram acusados de organizar essa marcha e dois outros protestos. A sua detenção motivou fortes críticas por parte da Organização das Nações Unidas e pela comunidade internacional, que criticam Pequim por tentar silenciar ativistas e movimentos que tentem ir contra o Governo central e as políticas do Partido Comunista Chinês.

Face às tentativas de democracia em Hong Kong, a China resolveu antecipar-se em outra zona que passou há poucas décadas para as suas mãos, Macau, onde também impôs várias medidas que os críticos dizem atentar contra os direitos humanos.

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