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Reações à saída de Cristas. Do "delírio" pós-autárquicas à "cedência à oposição interna"

06 out, 2019 - 21:35 • Redação

Graça Franco e Henrique Monteiro comentam a decisão da líder do CDS de convocar congresso antecipado e de não se recandidatar à liderança do partido.

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Assunção Cristas anunciou este domingo que vai abandonar a liderança do CDS, face às projeções que antecipam uma derrota histórica dos centristas nestas legislativas. Face aos resultados antecipados “não restava muito a fazer”, afirma Graça Franco, diretora de informação da Renascença. Henrique Monteiro, por sua vez, aponta falhas a Cristas.

“Perante os resultados não restava muito a fazer. E quanto mais cedo o fizesse mais cedo calaria a oposição interna”, disse Graça Franco durante o especial eleições na antena da Renascença. A diretora de informação diz que Cristas "faz bem" em deixar a liderança neste momento e destaca que “sai depois de dois anos de uma crítica e oposição sistemática a António Costa”.

“Mesmo que ficasse nos limitar superior das projeções, ia ser muito difícil mobilizar. Cristas também tem oposição interna, mais recatada do que a do PSD, mas intensa. Cristas preserva-se dessa luta inglória no congresso, que iria dividir ainda mais as hostes.”

Graça Franco defende ainda que “não faltarão candidatos” à sucessão, desde logo Pedro Mota Soares, mas também João Almeida, Filipe Lobo d´Ávila ou Francisco Rodrigues dos Santos.

Henrique Monteiro considera que Assunção Cristas “politicamente cometeu um erro, que foi quando o PSD virou para o centro, quis continuar a disputar taco a taco os votos do PSD e deslumbrou-se com o resultado em Lisboa nas autárquicas”.

"O CDS tem um grande resultado em Lisboa e, a partir dai, foi sempre a descer porque pensou que podia ser sempre a subir. Entrou num delírio absoluto", afirma o antigo direto do Expresso.

Em vez de fazer um programa mais à direita de Rui Rio, ser a herdeira do Governo anterior, “quis tornar-se mais agradável, mais central, e aquilo acabou por não ser nada. Não percebíamos muito bem o que era o CDS”, afirma Henrique Monteiro.

Não se devia ter demarcado da PAF, a coligação PSD/CDS que governou Portugal durante os anos da troika, “assim teve 4%”, sublinha.

Graça Franco também considera que a campanha de Nuno Melo nas europeias, de maio, também “contribuiu para este resultado” nas legislativas.

"Pior que o delírio foi a cedência à ala critica interna que queria manter-se no 'Pafianismo', e ao escolher Nuno Melo [para cabeça de lista nas europeias] deu mau resultado. Devia ter feito face a Nuno Melo", defende a diretora de Informação da Renascença.

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