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Setor do Turismo "chumba" semana de quatro dias

17 nov, 2022 - 15:36 • Ana Carrilho

No congresso da Associação da Hotelaria de Portugal, que decorre em Fátima, ouviram-se também apelos para que seja decidida a localização do novo aeroporo de Lisboa e ajuda para fazer face aos aumentos do custo de energia.

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O presidente da Confederação do Turismo considera inoportuno avançar com semanas de trabalho de quatro dias. Na sessão de abertura do 33º congresso da Associação da Hotelaria de Portugal, Francisco Calheiros apelou a que todos estejam “contra este projeto nesta altura”.

“A falta de oportunidade da semana dos quatro dias é total”, acrescentou.

Calheiros argumenta que “se se tivessem lembrado disto na última crise do ‘subprime’ onde atingimos 17% de desemprego, poderia fazer sentido; agora numa altura em que estamos em pleno emprego, numa altura em que assinamos um acordo para o crescimento de rendimentos, a primeira coisa que fazemos é passar para menos 20% de trabalho não faz qualquer sentido”.

Na intervenção, o presidente da Confederação do Turismo destacou “a resiliência dos empresários do turismo, em geral, e da hotelaria, em particular”, que, assegura, permitiu a recuperação conseguida em 2022, passando os recordes de 2019 que atingiram 27 milhões de turistas e 18,4 mil milhões de receita.

O tema do novo aeroporto de Lisboa não passou ao lado desta intervenção. Francisco Calheiros assegura que o setor não melhora ainda mais “porque não há sítio para que os nossos visitantes turistas nos possam visitar”.

“Isto não é aceitável, é uma vergonha nacional e, de uma vez por todas, decidam”, apelou.

Os recados ao executivo fizeram-se ou vir também pela voz dos anfitriões. Perante o ministro da Economia, o presidente da Associação da Hotelaria de Portugal, Bernardo Trindade pediu para que o setor também possa vir a beneficiar das ajudas do pacote de três mil milhões de euros para as empresas fazerem face ao aumento dos custos com energia.

“Só quem não é hoteleiro é que não sabe quanto impacta na demonstração de resultados de um hotel o peso da eletricidade e do gás. Garanto-vos, queridos amigos, é muito, muito, muito grande esse peso”, disse.

Bernardo Trindade referiu ainda que as empresas precisam de ajuda à tesouraria e à capitalização, assim como mão-de obra imigrante que precisa de formação específica, até de língua portuguesa.

O congresso da Associação Portuguesa de Hotelaria decorre em Fátima até sexta-feira. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, marcará presença no encerramento.

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