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Castelo Branco

Dielmar pede insolvência e lança mais 300 pessoas no desemprego

02 ago, 2021 - 07:33 • Marta Grosso , Paula Caeiro Varela

É portuguesa e chegou a ser a marca oficial da seleção de futebol, mas a pandemia ditou-lhe o fim. Até março, faturou perto de 700 mil euros, quando no mesmo período do ano anterior tinha chegado aos cinco milhões de euros.

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A empresa Dielmar, com sede em Castelo Branco e várias lojas no país, pediu insolvência. O pedido deu entrada na sexta-feira, dia 29 de julho, devido à quebra de faturação provocada pela pandemia de Covid-19. A notícia chega pela imprensa económica e regional.

Fundada em 1965, a empresa tem sede em Alcains e era a maior empregadora da região de Castelo Branco, donde era a maioria dos seus mais de 300 trabalhadores.

Tinha 11 lojas no país e produzia para si e para outras marcas – sobretudo, roupa de homem, tendo iniciado uma secção de mulher há pouco tempo. Chegou a ser a marca de vestuário oficial da seleção portuguesa de futebol e exportava para 20 países, mas a maioria suspendeu as encomendas com o confinamento.

Liderada por Ana Paula Rafael, filha de um dos quatro fundadores, a Dielmar faturou pouco mais de 700 mil euros nos primeiros três meses do ano, sendo que, em 2020, no mesmo período, registou um volume de negócios da ordem dos cinco milhões de euros.

As dificuldades começaram a fazer-se sentir antes da pandemia. Depois, o lay off não foi suficiente para salvar a empresa. Os salários dos trabalhadores e outras responsabilidades fiscais foram pagos até julho, mas, no final desse mês, a unidade fabril entrou em período de férias, por não haver condições para serem pagos mais ordenados.

A Dielmar tem, contudo, dívidas à banca, que agora passam a crédito malparado.

O presidente da Câmara de Castelo Branco lamenta que a empresa tenha chegado a este ponto e revela que há muito procura uma resposta por parte do ministério da Economia. Desde setembro sem resposta, o pedido foi reiterado este fim de semana.

"Lamentamos ter chegado a este ponto na própria empresa, que vinha revelando algumas dificuldades acrescidas pela situação da pandemia. Nós pedimos na altura uma reunião com o senhor ministro da Economia, que não foi possível. Reiteramos este fim de semana essa reunião. Estamos à espera. E a Câmara Municipal tem estado a fazer contacto no sentido de até final desta semana fazer reunião com várias entidades para vermos qual é a possibilidade de encurtar esta dificuldade às pessoas", afirmou em entrevista à Renascença.

A empresa, que já tinha recorrido aos apoios para empresas afectadas pela pandemia, terá entretanto pedido ajuda financeira ao Banco de Fomento, mas esse pedido foi rejeitados, adianta José Alves.

"Não sei se é reversível ou irreversível, o que é certo é que, segundo a administração, com esse despacho favorável as coisas tenderiam a melhorar", adianta.

Já o sindicato dos trabalhadores do têxtil da Beira Baixa convocou para a tarde desta segunda-feira uma plenário com os trabalhadores da Dielmar que se encontram em período de férias, junto à sede da empresa.

“É urgente e é necessário e é obrigatório que sejam tomadas medidas que viabilizem a continuidade da empresa, que não haja interrupção da laboração e que haja a manutenção de todos os postos de trabalho", afirmaou Marisa Tavares, dirigente sindical, à Renascença.

"Agora, é óbvio que para esta situação ser real é preciso que todas as entidades competentes se envolvam neste processo e não falem apenas de interioridade só por falar, que tomem medidas concretas para que realmente esta empresa continue com a viabilidade que necessita”, acrescentou.

[Notícia atualizada às 14h15, com as declarações do autarca José Alves e da dirigente sindical. Marisa Tavares.]

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  • EU
    02 ago, 2021 PORTUGAL 10:13
    " DIELMAR, pede insolvência ", grande notícia. Quando o vestir classicamente era um PRAZER, eu vestia DIELMAR. Tenho ainda UM fato que foi esperimentado e pendurado sem ter sido usado. Boa confecção e qualidade, marcavam a marca. Os TEMPOS, noutro tempo, mudaram. Quem percebia da PODA, deu lugar a outras Pessoas. Terá sido boa ESCOLHA? Acho que não. Há uns meses fui a uma loja DIELMAR para comprar roupa. Fiquei de BOCA ABERTA, pois os PREÇOS expostos eram PROIBITIVOS. Aqueles preços eram para GENTE que não habita na nossa terra. Não fico admirado com esta noticia, pois naquele momento disse a quem me acompanhava; Estes não vão longe. Pela notícia não irão. Agora pergunto às AUTORIDADES fiscalizadoras, porque será que uma EMPRESA destas chega a uma situação destas? O que fazem durante o ano de serviço? Há algo ERRADO numa situação destas. Ha algo ESCONDIDO com fio de fora. Vou passar a vestir, novamente, o CUTIM, ou seja, a ganga.

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