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Renamo anuncia que "a paz acabou" em Moçambique

21 out, 2013 - 20:09

Posição foi tomada depois de uma operação das forças armadas de Moçambique, que tomaram de assalto a casa do líder da Renamo, Afonso Dhlakama.

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A Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, acusa o Governo da Frelimo de quebrar o acordo de paz assinado em 1992, em Roma, que colocou um ponto final na guerra civil.

“Quem pôs fim ao acordo de paz foi a Frelimo, ao atacar, ao usar as armas que nós tínhamos acordado que não deveriam ser mais usadas. Estamos a interpretar o comportamento da Frelimo como sendo o fim do acordo de Roma”, afirma o porta-voz da Renano, Fernando Mazanga, em declarações à Renascença.

Mazanga tinha afirmado ao início da noite, à agência Reuters, que “a paz acabou no país. A responsabilidade é do governo da Frelimo, porque não quer ouvir as queixas da Renamo”.

A posição é tomada depois de uma operação das forças armadas de Moçambique, que terão tomado de assalto a casa do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que terá fugido.

O porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, disse à Renascença que Dlhakama está bem, mas mostrou-se preocupado com a situação no país uma vez que o líder do movimento oposicionista perdeu a capacidade de controlar as milícias.

“O que está a acontecer é que as tropas governamentais aproximaram-se cada vez mais da residência do presidente Afonso Dhlakama, disparando armamento pesado, canhões, antiaéreas. O presidente Dhlakama decidiu sair do local onde se encontrava e, por via disso, as tropas governamentais assaltaram a residência do presidente Afonso Dhlakama”, explicou Fernando Mazanga.

Desde sexta-feira que se assiste a uma escalada de tensão em Moçambique, entre o Exército e as milícias afectas à Renamo - Resistência Nacional de Moçambique - no distrito da Gorongosa, no centro do país, onde Dhlakama está aquartelado.

[notícia actualizada às 21h13]

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