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Covid-19

Ministro das Finanças garante que não foi por falta de dinheiro que Portugal comprou menos vacinas

14 fev, 2021 - 12:36 • Sofia Freitas Moreira

Ministério da Saúde explicou, há três semanas, que a aceleração da vacinação em Portugal "não se prende com a quantidade de vacinas adquiridas, mas sim com o seu calendário de entrega". João Leão admite que "não seria uma decisão financeira inteligente" não comprar todas as doses a que o país tem direito. Explica que carência se deve a problemas de abastecimento em toda a Europa.

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O ministro das Finanças, João Leão, garantiu, este domingo, que não foi por restrições financeiras do seu Ministério que Portugal comprou menos vacinas, mas que a carência se deve a problemas de abastecimento transversais a toda a Europa.

“Temos interesse em comprar todas as vacinas possíveis, dentro dos programas europeus”, sublinhou o ministro, em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1, quando questionado sobre o facto de o Governo ter optado por não encomendar todas as doses a que tinha direito.

O ministro garante que o Governo fez “"aquilo que as autoridades competentes, de saúde, decidiram, que acharam mais adequado”, insistindo que “nem seria uma decisão financeira inteligente". "Quanto mais vacinas comprarmos, melhor".

"Eu não acompanhei esse processo de decisão, mas obviamente da parte do Governo a decisão de tudo o que as autoridades de saúde e o Ministério da Saúde acharam como indicado foi apoiado", afirmou.

João Leão diz que o modelo europeu é “coordenado”, mas admite que tem “envolventes”, explicando que Portugal “está sujeito a um modelo coordenado da Europa, e também ao que o regulador europeu aprovou como vacinas que podem ser aprovadas na Europa".

A decisão de não comprar todas as vacinas a que teria direito dentro do acordo feito na União Europeia, em que cerca de 800 mil de doses de vacinas produzidas pela Moderna ficaram por adquirir, não é novidade.

Há três semanas, a 21 de janeiro, o gabinete de Marta Temido enviou uma nota à comunicação social onde justificou que nos contratos iniciais com as várias farmacêuticas que têm acordo com a Comissão Europeia, com calendários de entrega em 2020 e 2021, "Portugal adquiriu todas as vacinas possíveis de serem compradas face à sua população (quantidades pro rata)".

Portugal comprou 1 milhão de doses e não optou pela compra de mais 800 mil doses adicionais da Moderna, "porque seriam entregues apenas no fim do ano", refere o comunicado do Ministério da Saúde.

O país adquiriu ainda quantidades adicionais de outras vacinas da Moderna e da Pfizer, "prevendo também adquirir doses adicionais ao contrato inicial com a AstraZeneca".

Quanto às doses adicionais, a nota diz que "a opção de Portugal foi a de escolher as doses adicionais em função dos prazos de entrega, ou seja, escolhendo aquelas que chegariam mais cedo".

Desta forma, o Ministério da Saúde explica que a aceleração da vacinação em Portugal "não se prende com a quantidade de vacinas adquiridas, mas sim com o seu calendário de entrega".

O ministro das Finanças garantiu ainda que, enquanto durar a pandemia, vai manter os apoios "custe o que custar", mesmo que isso pese sobre as contas públicas e comprometa o défice.

João Leão admitiu também que a TAP precisará de mais do que dos 500 milhões inscritos no Orçamento do Estado.

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