No dia em que as forças de segurança saem à rua para se manifestar, prometendo o maior protesto de sempre em defesa de melhores vencimentos e condições de trabalho, Fernando Medina e João Taborda da Gama alertam para o papel de movimentos ligados à extrema-direita.

Há uma “grande adesão ao partido Chega e a movimentos mais à direita de camadas jovens das forças de segurança. Isso é o elefante na sala da discussão do descontentamento das forças de segurança em Portugal e é isso que tem de ser visto e resolvido, para que não haja infiltração e para que não tenhamos forças de segurança que se manifestam claramente a favor de partidos mais extremistas”, avisa Taborda da Gama.

Na opinião deste comentador, o que acontecer na altura em que André Ventura se deslocar para junto dos manifestantes será “um bom barómetro” para poder avaliar esta questão.

Fernando Medina fala em “movimentos inorgânicos – neste caso, o movimento Zero, muito ligado à extrema-direita e que está a ser, dentro das forças de polícia, um elemento de pressão sobre os elementos sindicalizados”.

No entender do presidente da Câmara de Lisboa, “o papel dos sindicatos e da negociação com o Governo vão ser muito importantes em determinar se estes grupos vão crescendo ou se esvaziam”.

Nesta quinta-feira, Dia Mundial da Televisão, os dois comentadores falaram ainda da importância desta “caixinha mágica” na sociedade atual.