A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresentou esta quarta-feira o oitavo pacote de sanções contra a Rússia.

A proposta incluiu a limitação de exportações de produtos para território russo, nomeadamente componentes para aviões e substâncias químicas.

Ursula von der Leyen pretende também avançar com “uma nova e abrangente proibição de importação de produtos russos, que os manterá fora do mercado europeu e privará a Rússia de mais 7 mil milhões de euros em receita”.

O novo pacote de sanções da União Europeia inclui um teto ao preço do petróleo russo.

Bruxelas propõe também nesta nova ronda de sanções a proibição de prestação de serviços europeus à Rússia e a proibição de cidadãos da UE terem assento em órgãos diretivos de empresas estatais russas, argumentando que "a Rússia não deve beneficiar do conhecimento e da perícia" dos europeus.

O novo pacote de sanções, que ainda terá de ser aprovado pelos 27 Estados-membros da União Europeia, é apresentado depois de o Presidente russo, Vladimir Putin, anunciar a mobilização de mais 300 mil soldados para a guerra na Ucrânia.

“Na semana passada, a Rússia escalou a invasão da Ucrânia a um novo nível. O referendo falso organizado nos territórios que a Rússia ocupou é uma tentativa ilegal para arrebanhar território e de mudar fronteiras internacionais pela força”, declarou Ursula von der Leyen.

A UE propõe acrescentar à lista de sanções individuais os responsáveis pró-russos nas regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, ocupadas pela Rússia.

"Propomos a adoção de medidas restritivas adicionais contra os indivíduos que estão a apoiar, facilitar ou beneficiar da invasão da Ucrânia", disse o chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell.

Em primeiro lugar, as medidas restritivas irão abranger "as autoridades representantes da Rússia em Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia".

As sanções - que incluem o congelamento de bens e a proibição de viajar para a UE - deverão ainda ser aplicadas "aos russos que organizaram e facilitaram estes referendos vergonhosos nos quatro territórios ucranianos ocupados", acrescentou o representante.