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Tóquio 2020

Diário dos Jogos: Patrícia Mamona "voa" para a segunda medalha portuguesa

01 ago, 2021 - 17:54 • Redação

A atleta portuguesa pulverizou o recorde nacional do triplo salto, ao quebrar a barreira dos 15 metros, e conquistou a prata, numa prova em que houve recorde do mundo. Faltou felicidade a Auriol Dongmo e à seleção de andebol. O recorde da Europa dos 100 metros de Obikwelu caiu ao fim de 17 anos, no dia em que houve dois campeões olímpicos no salto em altura.

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A medalha de Patrícia Mamona, o recorde do mundo do triplo salto, a marca caída de Francis Obikwelu, a grande prestação de Auriol Dongmo e a dupla medalha de ouro no salto em altura são os destaques deste domingo dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

Comecemos pela melhor prestação portuguesa até agora. A pequena, mas gigante Patrícia Mamona pulverizou o recorde nacional do triplo salto em três ensaios e conquistou a medalha de prata, com a melhor marca de 17,01 metros, mais 35 centímetros do que o recorde anterior, que ela própria estabelecera. Uma prata que sabe a ouro, dado que a venezuelana Yulimar Rojas competia num campeonato à parte e tal foi a superioridade da portuguesa em relação às demais.

Que campeonato era esse em que Yulimar Rojas competia sozinha? O do recorde do mundo, dado que a medalha de ouro já era, praticamente, dado adquirido. À derradeira tentativa, a venezuelana saltou 15,67 metros. Bateu por 17 centímetros a anterior marca mundial, de 15,50 metros, que pertencia à ucraniana Inessa Kravets e resistia há 26 anos.

Num dia histórico, outra das estrelas foi o italiano Marcell Jacobs, que se tornou no primeiro europeu a vencer a medalha de ouro nos 100 metros desde 1992, quando o britânico Linford Christie venceu a competição.

Fê-lo em grande estilo, ao bater o recorde da Europa nas semifinais e na final. Na corrida decisiva, parou o cronómetro em 9,80 segundos, tirando 16 centésimas à marca de Francis Obikwelu. O recorde do atleta português, que estabelecido com a conquista da medalha de prata em Atenas 2004, durou 17 anos.

Auriol Dongmo ficou a cinco centímetros de conquistar uma medalha no concurso de lançamento do peso, ao terminar em quarto lugar na final da prova, com a melhor marca de 19,57 metros.

Pela negativa, a equipa portuguesa de ténis de mesa, composta por Marcos Freitas, Tiago Apolónia e João Monteiro, foi eliminada nos oitavos de final ao perder com a Alemanha, por 3-0.

Ricardo dos Santos foi afastado nas semifinais dos 400 metros, ao terminar a primeira série da qualificação no sétimo lugar, com o tempo de 46,83 segundos, aquém do seu recorde nacional (45,14 segundos).

Os irmãos Diogo Costa e Pedro Costa caíram para o 13.º posto na classe 470 de vela, ficando mais longe da regata das medalhas. A dupla lusa foi 10.ª na sétima regata, primeira do dia, e, depois, 16.º colocada na oitava, o resultado que passam a descartar na tabela classificativa geral.

A seleção de andebol falhou a qualificação para os quartos de final, ao perder por 31-30 com o anfitrião Japão, na última jornada do Grupo B.U m triunfo frente aos nipónicos, que só tinham derrotas até agora, permitia aos lusos seguir em frente na estreia olímpica, mas a equipa treinada por Paulo Jorge Pereira acabou derrotada pela margem mínima.

Para terminar com nota positiva, uma das histórias mais bonitas destes Jogos Olímpicos.

Na final do salto em altura, o catari Mutaz Essa Barshim e o italiano Gianmarco Tamberi "limparam" todos os saltos até aos 2,37 metros, inclusive, à primeira, ao contrário dos seus adversários, mas depois falharam os três ensaios para os 2,39 metros.

Quando o juiz lhes perguntou se queriam um desempate, o atleta do atleta sugeriu: "Não pode haver dois ouros?" O juiz disse que sim e assim ficou: os dois rivais e amigos abraçaram-se e celebraram juntos a dupla medalha de ouro.

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