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Pedro Madeira Rodrigues

Superliga Europeia. "Os clubes têm feito 'lobby' nesse sentido há muito tempo"

19 abr, 2021 - 13:19 • Carlos Dias com Redação

Pedro Madeira Rodrigues convive com alguns dos donos dos clubes que criaram a Superliga europeia e explica o conceito, mas fala num "bluff consertado". "As pessoas querem ver mais jogos entre Bayern de Munique e Manchester United, mais desses jogos".

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Pedro Madeira Rodrigues, antigo candidato à presidência do Sporting, mantém há já muito tempo contactos com dirigentes norte-americanos de clubes ingleses, principalmente o Liverpool, e revela que os clubes ingleses têm feito "lobby" para a criação de uma Superliga Europeia durante vários anos.

Em Inglaterra, a maioria dos clubes foram comprados nas últimas décadas por empresários norte-americanos. Em declarações a Bola Branca, Pedro Madeira Rodrigues, fala precisamente da influência de empresas dos Estados Unidos que têm interesses em clubes europeus para que a Superliga possa avançar em breve.

"Tenho acompanhado o interesse dos empresários americanos que compraram os clubes ingleses e desde cedo que lhes fez muita confusão a forma como o futebol está organizado na Europa, pelo risco de descida de divisão e não se qualificarem para as provas europeias. Desde o início que batalham por esta Superliga e, por isso, têm feito 'lobby' nesse sentido há muito tempo", revela.

Pedro Madeira Rodrigues lembra o interesse mediático à escala mundial do futebol praticado no continente europeu e afirma que jogos grandes devem acontecer mais regularmente.

"O futebol europeu tem um potencial tremendo, muito mais do que a própria NFL e NBA, eles não conseguem exportar. Tem a ver com a zona horária, o apelativo de um jogo de 90 minutos que não pára. O futebol ganha relevância e é o jogo do futuro. As pessoas querem ver mais jogos entre Bayern de Munique e Manchester United, mais desses jogos, não pode ser só uma ou duas vezes por ano", atira.

Poder de Barcelona e Real Madrid

Para a Superliga foi muito importante a integração de clubes como o Real Madrid e o Barcelona, clubes que são dos sócios e cujos presidentes são eleitos pelos adeptos.

"Foi muito importante terem convencido dois clubes fundamentais, que são o Barcelona e o Real Madrid, porque acaba a ideia dos egoístas e gananciosos, porque são clubes de sócios e os dois clubes com maior prestígio mundial", afirma.

A integração destes clubes pressiona a UEFA, no entendimento de Madeira Rodrigues, que terá de dar mais garantias de segurança na participação nas provas europeias.

"A UEFA fica muito preocupada a partir daqui. Apesar de França e Alemanha não entrarem para já, estes clubes têm muita força. A UEFA vai ter de negociar com eles. Para já, é um bluff consertado, porque eles uqerem mais facilidade na participação na Champions. Eles querem lugar cativo, ou muito perto disso. O dinheiro para esta liga é quatro vezes maior do que um vencedor da Champions", remata.

A criação de uma Superliga Europeia de futebol foi anunciada no domingo por 12 dos principais clubes de Espanha, Inglaterra e Itália, que pretendem desenvolver uma competição de elite, concorrente da Liga dos Campeões, em oposição à UEFA.

“Doze dos clubes europeus mais importantes anunciam a conclusão de um acordo para a criação de uma nova competição, a Superliga, que será regida pelos seus fundadores”, informam os promotores da iniciativa, em comunicado.

AC Milan, Arsenal, Atlético de Madrid, Chelsea, FC Barcelona, Inter de Milão, Juventus, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Real Madrid e Tottenham, treinado pelo português José Mourinho, “uniram-se na qualidade de clubes fundadores” da Superliga, indica o comunicado.

“A época inaugural (...) iniciar-se-á o mais brevemente possível”, informam os subscritores do comunicado, sem precisar qualquer data, adiantando que a nova competição pretende “gerar recursos suplementares para toda a pirâmide do futebol”.

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