Tempo
|
A+ / A-

António Figueiredo

Jorge Jesus pode colocar lugar à disposição? "Não, é extremamente vaidoso para isso"

07 mai, 2021 - 12:45 • João Fonseca

António Figueiredo, antigo dirigente do Benfica, está convencido que o treinador acredita que vai conseguir dar a volta na próxima época, mas também avisa que haverá maior escrutínio. Taça de Portugal é ponto de honra. Do clássico fica a ideia de uma má arbitragem num jogo com resultado justo.

A+ / A-

António Figueiredo não acredita que Jorge Jesus alguma vez possa sair do Benfica pelo próprio pé, e "não é por estar agarrado ao dinheiro, porque já não precisa", mas sim por ser "uma pessoa extremamente vaidosa". Além disso, sublinha o antigo dirigente encarnado, o treinador quer "provar que é capaz de dar a volta e é capaz de ganhar" na próxima época.

Nestas declarações a Bola Branca, António Figueiredo lembra que na primeira passagem pela Luz isso acabou por acontecer. No entanto, num futuro próximo há alertas que não devem ser ignorados. O ex-dirigente vaticina que a próxima época vai ser difícil e, "ao mínimo descuido, vai haver gente descontente e a fazer barulho". Lembra António Figueiredo que "se prometeu muito" e que os resultados estão muito aquém.

É tempo de acreditar que é possível vencer a Taça de Portugal diante do Braga, mas os "jogadores e equipa técnica devem fazer ponto de honra nisso", sublinha. "É o mínimo que se pede", acrescenta.

Sobre o empate no clássico, com o FC Porto - resultado que deixa as águias cada vez menos capazes de ultrapassar o Dragão no segundo lugar -, o antigo dirigente não partilha do ponto de vista de Jorge jesus na análise ao desempenho das duas equipas.

"Efetivamente não vi o mesmo jogo. Na segunda parte, o FC Porto teve praticamente o controlo do jogo e após as substituições ainda de forma mais intensa. O Benfica não jogou mal na primeira parte. O Everton já começa a justificar o que se gastou com ele. Mas o resultado está certo", afirma.

Quanto à arbitragem de Artur Soares Dias, António Figueiredo pede ação enérgica da direção encarnada. O antigo dirigente diz que o juiz do Porto "não pode arbitrar mais jogos do Benfica" e a estrutura das águias "tem de se impor".

"Não foi ele que fez o resultado, mas inclinou muito o campo. É inacreditável, face ao critério que seguiu, que o Pepe tenha jogado até ao fim", afirma num tom mais duro.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+