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"Temos que nos preparar mentalmente para a possibilidade de vivermos num mundo onde a inflação não vai ser tão baixa"

Henrique Raposo

"Temos de nos preparar para viver num mundo onde a inflação não vai ser tão baixa"

15 set, 2023 • Beatriz Pereira


Henrique Raposo diz que é preciso “termos um país onde é fácil alugar uma casa a um preço razoável".

O comentador Hnerique Raposo defende ser necessário as pessoas “prepararem-se mentalmente para a possibilidade de vivermos num mundo diferente, onde a inflação não vai ser tão baixa”.

Henrique Raposo, reagiu, esta sexta-feira, na Renascença, ao anúncio da subida das taxas de juro pelo Banco Central Europeu (BCE), um aumento de 25 pontos base, para 4,50% e à forma como o governo vai criar um mecanismo de alargamento dos critérios de acesso à bonificação de juros.

Para Henrique Raposo, “está-se a adotar a mesma tática que se utilizou durante a Covid, as moratórias”. O comentador avança com um dado do jornal Expresso, que refere que as pessoas pagarão 75% da Euribor. No entanto, “o problema é que daqui a dois anos vão ter que pagar [os outros 25% que lhes vai ser descontado agora], e, portanto, é um penso rápido”.

Henrique Raposo diz por isso que o mundo avança para um fenómeno de desglobalização, “porque a globalização que permitia os preços tão baixos ao longo de 30, 40 anos”, pode não voltar a acontecer, “quando a acabar a guerra na Ucrânia”.

O comentador explica que uma das principais consequências dessa desglobalização são o aumento dos preços, ou seja, a “comprar matéria-prima, como material de rádio até à comida, televisão, carro, vai ser mais caro”, algo que considera “um problema grave para os portugueses”.

Questionado sobre qual o caminho que poderia aliviar as medidas que têm afetado as famílias portuguesas, Henrique Raposo diz que é preciso “termos um país onde é fácil alugar uma casa”, onde um “casal jovem pode alugar uma casa por um preço razoável”, sem “atirarmos logo, no início da vida, para o crédito que nos coloca uma dívida de 30, 40 anos em cima”. O comentador considera que, de facto, esse “tem sido o problema da geração” dos pais e da sua geração.

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