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Como é que pais podem proteger filhos adicionados a grupos de WhatsApp com pornografia?

28 nov, 2023 • Miguel Coelho


As crianças, enquanto estão a jogar, contactam com estranhos que os convencem a passar para o WhatsApp, para partilhar contactos e dessa forma os autores deste esquema criminoso conseguem adicionar cada vez mais vítimas.

O Explicador Renascença fala dos casos de menores que foram adicionados a grupos de Whatsapp com imagens pornográficas.

Já houve mesmo um denunciado nos últimos dias que levou a Polícia Judiciária (PJ) a emitir recomendações.

Afinal o que se passa e como é que os pais podem proteger os filhos?

Como funciona este esquema?

Segundo a Judiciária, o que acontece é que estão a ser adicionados a grupos de WhatApp crianças e jovens, sobretudo entre os 10 e os 15 anos, com conteúdos de pornografia e pedofilia.

É um fenómeno, que já tinha sido denunciado à Renascença no final da semana passada, na altura atingia em especial o Porto, embora já houvesse também casos também na Madeira e em Lisboa.

Mas agora, a PJ diz que este esquema está a alastrar de forma massiva e já abrange “crianças e jovens de Escolas Básicas e Secundárias de diversas zonas do país”.

Porque é que os menores são adicionados?

As crianças que já estão no WhatsApp é fácil, porque muitas não têm acionados os bloqueios de acesso e podem ver-se adicionadas a esses grupos automaticamente.

Para as que não estão no WhatsApp, há outros esquemas que passam por uma abordagem durante jogos online como Roblox, Fortnite e outros semelhantes.

As crianças, enquanto estão a jogar, contactam com estranhos que os convencem a passar para o WhatsApp, para partilhar contactos e dessa forma os autores deste esquema criminoso conseguem adicionar cada vez mais vítimas.

O que é que acontece nesses grupos?

Acontece que os miúdos são expostos a mensagens e fotos de cariz pornográfico e pedófilo. E por muito avisadas que as crianças estejam, é fácil serem levadas a entrar, porque estes grupos têm nomes aparentemente inocentes como "Vamos ser Mil" ou "Bora lá bater o record", para servir de isco à participação dos jovens.

O "único propósito", segundo a Judiciária, é mesmo o de sujeitar os menores à visualização de pornografia seja de adultos, seja de abusos e exploração sexual de crianças.

Como podem os pais proteger os filhos?

Os pais, sobretudo, devem tentar perceber qual é a utilização que os filhos fazem do WhatsApp. Devem falar com as crianças, devem alertá-las para recusarem convites enviados por desconhecidos.

Outro ponto especialmente importante: Devem ativar nos telemóveis ou noutros dispositivos, o bloqueio dos convites para grupos no WhatsApp.

Podemos impedir que sejams adicionados a grupos?

É relativamente simples. Deve-se abrir a aplicação, ir a "Definições" e lá dentro selecionar "Privacidade", depois escolher "Grupos" e definir quem pode adicionar a grupos.S

Se tiver acionado a opção "Todos", quer dizer que qualquer desconhecido pode adicionar a grupos, o ideal é ativar apenas os contactos de confiança. Dessa forma, fica-se blindado a acessos por parte de desconhecidos.

Sair do grupo é suficiente?

Não, porque enquanto o bloqueio não estiver ativado, podem voltar a adicionar esse número de WhatsApp. O que a polícia pede é que se for detetado um desses grupos, o telefone seja colocado em modo de voo, seja levado às autoridades para ser extraído o conteúdo desse grupo o que pode ajudar nas investigações.

E, já agora, também professores e diretores das escolas se tomarem conhecimento de situações destas devem avisar de imediato os encarregados de educação e fazer capturas de ecrã para se tentar identificar os administradores destes grupos.

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