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Detidos pela PJ na Amadora raptaram homem por dívida de 80 mil euros

13 jan, 2024 - 14:19 • Lusa

O grupo teve na passada quarta-feira um encontro, na zona da Amadora, com uma das vítima para este lhes entregar ou comprovar uma transferência de 80 mil euros resultantes de um negócio de "origem duvidosa".

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O homem raptado na quarta-feira na Amadora por dois atacantes que acabaram detidos pela Polícia Judiciária (PJ) devia aos raptores 80 mil euros provenientes de negócios de "proveniência duvidosa", disse uma fonte da PJ.

Fonte da Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da PJ adiantou à agência Lusa que aquela estrutura começou por investigar o rapto de um homem, mas acabou a investigar também um outro rapto, sob ameaça de arma de fogo, de uma pessoa que não estaria diretamente ligada ao negócio.

Segundo a PJ, os dois detidos, de 37 e 39 anos, faziam parte de um grupo com mais três, que se puseram em fuga e ainda não foram localizados pela PJ.

O grupo teve na passada quarta-feira um encontro, na zona da Amadora, com uma das vítima para este lhes entregar ou comprovar uma transferência de 80 mil euros resultantes de um negócio de "origem duvidosa".

Na altura, o homem, de 41 anos, terá dito que tinha feito uma transferência daquele montante, mas que não tinha o comprovativo, que se encontrava no computador pessoal, que estava na posse do irmão, explicou a fonte.

O homem foi então sequestrado e forçado a pedir ao irmão para se encontrar com o grupo numa das estações do Metro da Amadora, o que acabou por acontecer.

Contudo, no computador não constava qualquer comprovativo da transferência, pelo que o irmão também acabou por ser raptado e agredido, até os raptores perceberem que este não teria nada a ver com o negócio, libertando-o após várias horas.

O devedor deslocou-se entretanto a uma esquadra da PSP para denunciar o rapto do irmão.

A investigação de rapto acabou nas mãos da UNCT, da PJ, que viria a deter também na zona da Amadora, fora de flagrante delito, dois dos cinco autores do rapto e ofensas corporais, tendo os três restantes fugido.

As investigações prosseguem para apurar mais factos, bem como a identidade dos raptores em fuga.

Uma nota anterior da PJ, a dar conta da detenção dos dois suspeitos, já afirmava que "a vítima foi atraída a um local público, na localidade da Amadora, de onde foi levada à força, tendo ficado privada da liberdade durante várias horas, sujeita a agressões físicas e constantes ameaças contra a sua vida, com recurso a uma arma de fogo".

A fonte da PJ acrescentou à Lusa que os dois detidos foram presentes ao Tribunal da Amadora na sexta-feira, mas que, por motivos de greve, foram apenas identificados, tendo ficado marcado para hoje, no Tribunal da Comarca de Sintra, o primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação, que podem ir até à prisão preventiva.


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