O esquema montado pelo Santuário para esta última peregrinação do ano e testado este domingo agradou aos peregrinos que participaram na missa das 11h.

Vindos de Paredes, Joaquim Silva e a esposa já sabiam que iriam encontrar estas medidas e ficaram satisfeitos com o que viram. Em entrevista à Renascença, revelaram que para entrar “foi fácil”, mas reconheceram que chegaram meia hora antes do início das celebrações. O casal acha “positivas” as medidas tomadas para evitar o contágio da Covid-19 e, na sua opinião, “ainda deviam ser mais restritivas”. No recinto de oração, conta o casal, os peregrinos “respeitaram as regras”, mantendo-se no seu círculo.

Também vindos do Norte do país, em concreto, do Porto, Vítor Pinto decidiu pegar na moto de alta cilindrada e vir a Fátima. Quando chegou à Cova da Iria, já não conseguiu entrar pois o recinto já estava lotado, algo com que já vinha a contar, o que o deixou um “bocadinho triste, pois vinha cá fazer uma promessa”, mas disse compreender a situação, até porque “há mais oportunidades de cá vir.” Sobre as medidas introduzidas pelo santuário para esta peregrinação de outubro, considera-as “muito positivas, pois temos que nos acautelar e respeitar, para evitar que este vírus se propague.”

À “porta” também ficaram Joaquim Sousa e Maria da Conceição. O casal estacionou a viatura num dos parques a norte da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, mas foi impedido de entrar pois desconhecia as entradas que o Santuário tinha estabelecido para esta peregrinação. Para entrar tinha de caminhar alguns metros para a entrada certa, o que acabou por não fazer devido às dificuldades de locomoção da esposa.

Perante a situação e queixando-se da falta de sinalética orientando os peregrinos para as entradas em funcionamento, lamentou, em entrevista à Renascença: “Quem sabe onde estão as entradas?” Por não terem conseguido entrar, ficaram de fora, sentados num banco, a ver a transmissão no tablet. “Não é a mesma coisa”, rematou o casal, com tristeza.

Também Maria disse que “faltam placas a indicar onde são as entradas para o Santuário porque, embora tenha muitas entradas, as pessoas que vêm pela primeira vez, não sabem". Na sua opinião, “como acontece no recinto, devia haver nos parques pessoas a dar essa informação a quem chega.”

Outro reparo prende-se com os horários das casas de banho que servem os parques de estacionamento. A sexagenária conta que, no sábado, reparou que “havia muitas pessoas a dormir nos carros e que não tinham onde ir fazer as necessidades”, pois as casas de banho junto aos parques estavam encerradas.

Confrontada com estes reparos, a diretora da informação do santuário disse garantir que “o santuário tem devidamente assinaladas as entradas no recinto e que essas entradas, além de numeradas, são bem visíveis.” Quanto aos horários das casas de banho, Carmo Rodeia esclareceu que, nos parques de estacionamento, as casas de banho ao fim de semana encerram às 20h30, apesar de haver celebrações à noite, e que apenas “dentro do recinto, o horário normal das casas de banho é aquele que corresponde ao terminus da celebração e, portanto, parece-nos razoável que assim se mantenha.”

Este domingo, o santuário teve de encerrar as entradas na altura da comunhão pois já se tinha atingido o número máximo de peregrinos no recinto.