O líder da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, diz que o partido está em fase de "crescimento e afirmação" e desvaloriza o resultado da mais recente sondagem, que coloca o partido atrás do Bloco de Esquerda e ao lado da CDU e do Livre.

Numa visita à BTL, no Parque das Nações, o mesmo local onde Luís Montenegro foi atingido com tinta verde esta quarta-feira, o presidente liberal convidou os eleitores indecisos a apanharem uma "viagem a bordo da IL", prometendo que será "repleta de intensidade".

"É uma viagem para um futuro melhor e, portanto, é esse o bilhete que eu queria apresentar e desafiar os portugueses a usarem no próximo dia 10 de março", apelou, indicando que no dia 10 de março "só há um bilhete e uma viagem que interessa" que é o voto na IL.

Rui Rocha justificou ainda o elevado número de indecisos neste momento com o tempo que eleitores precisam para avaliar as propostas dos partidos políticos. "Há muitas propostas e, portanto, os eleitores precisam também de tempo para avaliar e terão, seguramente, coisas que valorizam mais nuns partidos, coisas que valorizam menos", afirmou.

Sobre as declarações de Eduardo Oliveira e Sousa, cabeça de lista da AD em Santarém, que desvalorizou as alterações climáticas, Rui Rocha deixou as considerações para a coligação, mas criticou a formação de milícias, que considera um "ataque à democracia".

"Já vi dirigentes e deputados de partidos a incitarem à desobediência de militares. Sei que estamos em campanha eleitoral, mas não pode valer tudo. O Estado de Direito, as instituições, a credibilidade e o respeito pela legalidade têm de se impor", afirmou.

"Quem tenta usar uma campanha eleitoral para pôr portugueses contra portugueses, para atacar as instituições e defender que militares devem estar na rua, que o direito à greve deve ser constituído aos polícias ou abre a porta a milícias, está a fazer um mau serviço à democracia."

Mas as críticas não ficaram todas na AD, passando pelo PS e Chega. Rui Rocha considerou que o país "não tem tempo" para "mais do mesmo", para "mais soluções de esquerda" nem "pode ter no governo" quem "não representa soluções e paralisa essas soluções" como, afirmou, é o caso do Chega. .