Ordem dos Médicos de Espanha: “Será possível prestar ajudas pontuais nas comunidades fronteiriças”
29-01-2021 - 14:14
 • Fábio Monteiro

Em declarações à Renascença, Tomás Cobo, vice-presidente do Conselho Geral das Associações Oficiais de Médicos da Espanha, avisa que a situação pandémica no país vizinho “também está perto da saturação máxima”.

O Conselho Geral das Associações Oficiais de Médicos da Espanha (CGAOME), entidade análoga à Ordem dos Médicos, admite ajudas “pontuais” a Portugal, em particular nas comunidades fronteiriças, caso o Governo lance um apelo internacional. A mesma entidade, em todo o caso, sublinha que será muito para o país receber doentes Covid ou não-Covid.

“A situação pandémica em Espanha também está perto da saturação máxima, especialmente em algumas Comunidades Autónomas”, assume Tomás Cobo, vice-presidente do CGAOME, em declarações à Renascença.

Segundo o responsável, será possível “prestar ajudas pontuais a Portugal nas Comunidades Autónomas limítrofes com Portugal caso estas tenham camas livres de cuidados intensivos, visto que o importante é salvar vidas para além da sua nacionalidade”.

A posição de Tomás Cobo está em sintonia com a do Presidente da Comunidade Autónoma da Galiza, Alberto Núñez Feijóo, ouvido na quinta-feira pela Renascença.

O governante espanhol revelou ainda não ter recebido nenhum pedido de auxílio do Estado português para acolhimento e tratamento de doentes infetados com o novo coronavírus, mas disse estar disponível para colaborar.

“Gostaria que Portugal atravessasse esta onda pandémica com o menor dano possível. Posso assegurar que, em função das nossas possibilidades, em função do que nos solicitem, claro, consideraríamos alguma proposta concreta de material ou de colaboração”, afirmou.

Na quarta-feira, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, em declarações à Renascença, disse que o pedido de ajuda internacional para o combate à Covid-19 em Portugal já está a ser articulado de forma informal por vários ministérios do Governo de António Costa.

“Formalmente, estamos ainda a utilizar o nosso limite e capacidade de expansão. Sei que há contactos informais entre ministérios no sentido de fazermos planeamento e prepararmos cenários. Neste momento, estamos a planear e preparar cenários para responder às necessidades dos portugueses da melhor forma”, disse.