"Há stress, ansiedade e dificuldade crescente com propinas" no ensino superior
14-02-2021 - 10:00
 • Henrique Cunha

O alerta é da Federação Académica do Porto, que está a desenvolver a campanha "Continuamos Academia", que "engloba várias ações que visam combater as dificuldades trazidas pela pandemia".

A Federação Académica do Porto (FAP) relata um "aumento de preocupações com falta de computadores" para o ensino à distância e das crescentes dificuldades financeiras dos estudantes.

Em declarações à Renascença, a presidente da FAP, Ana Gabriela Cabilhas, revela também "a dificuldade crescente com o pagamento de propinas, assim como a subida dos casos de ansiedade e de stress" por causa do clima de incerteza que se vive na comunidade académica.

Para ajudar a responder a estas dificuldades, a Federação Académica do Porto está a desenvolver a campanha "Continuamos Academia", que "engloba várias ações que visam combater as dificuldades trazidas pela pandemia".

Temos tido conhecimento, em articulação com as associações de estudantes da academia do Porto, de um número crescente destas mesmas preocupações. Nós já sabíamos que estas lacunas e estas necessidades tinham existido no ano letivo anterior, e já era espectável que o mesmo voltasse a acontecer com este novo confinamento. Portanto, exige uma atenção redobrada da nossa parte, especialmente quando por dois anos letivos consecutivos temos estudantes a ser afetados por estes fatores”, alerta Ana Gabriela Cabilhas.


A campanha "Continuamos Academia" envolve também o apoio à comunidade. No início da semana, os estudantes ofereceram bens alimentares aos profissionais de saúde.

"Nós queríamos dar uma palavra de agradecimento aos profissionais e a todo o trabalho que tem sido feito nos últimos tempos e, também, reforçar que o combate à pandemia também se faz fora dos hospitais. Os jovens e os estudantes também são agentes de responsabilização e sensibilização para comportamentos que de facto previnam o risco de infeção”, afirma Ana Gabriela Cabilhas.

A Federação Académica do Porto também organizou uma ação de recolha e dádiva de sangue, como parte de uma “relação de longa data” com o Instituto Português do Sangue da Transplantação (IPST).

“Face àquilo que foi a escassez da reserva de sangue, a FAP contactou o Instituto do Sangue da Transplantação e disponibilizámos um espaço que temos, que é o Polo Zero, perto dos Clérigos, no Porto, para realizarmos uma mega dádiva para darmos resposta a esta escassez de sangue.”