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Bailarino presta homenagem ao pai na abertura do "Temps d’Images"

12 mai, 2021 - 11:57 • Maria João Costa

“Ghost” é o espetáculo que o coreografo Luís Marrafa apresenta hoje e amanhã no Centro Cultural de Belém. “O meu pai preparava-se para celebrar os 45 anos de idade quando morreu”, conta à Renascença.

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É no palco do Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém que arranca nesta quarta-feira a 19.ª edição do Festival Temps d’Images. O espetáculo “Ghost”, do bailarino e coreografo Luís Marrafa, marca o início do primeiro momento do festival, que decorre até dia 6 de junho e que terá um segundo momento entre outubro e novembro.

Em entrevista à Renascença, Luís Marrafa, bailarino que vive na Bélgica, explica que este neste espetáculo volta a trabalhar sobre a sua biografia. “Ghost” é uma coreografia em que presta homenagem à memória do seu pai que morreu quando ele era ainda criança.

“O meu pai preparava-se para celebrar os 45 anos de idade quando morreu, a idade que eu agora estou a atingir. Ele faleceu já há 36 anos, por isso achei pertinente agora rever-me e sentir o meu corpo físico e mental, como é que ele está, em comparação ao meu pai na altura. Há uma curiosidade tremenda de como é que ele seria agora e como é que eu seria. Toda esta curiosidade paira no ar. Este fantasma, esta energia continua esta curiosidade”, explica.


O coreógrafo nascido na Alemanha, onde viveu 10 anos, diz que tem “Portugal no coração”. Há 12 anos a viver na Bélgica, depois de já ter passado também por Inglaterra, Luís Marrafa considera que “as experiências de vida são sempre um ponto de partida” para as suas criações.

Para esta, Luís Marrafa teve como conselheiro artístico um dos mais conceituados coreógrafos da atualidade – o belga Alain Platel, da Companhia les ballets C de la B. Com uma duração de 50 minutos, o espetáculo sobe ao palco a partir das 19h00.

Várias artes à disposição

“Ghost” é uma das sete obras que é apresentada neste primeiro momento do Temps d’Images, um festival que cruza várias artes. Teatro, dança, instalação e performance fazem parte do cartaz desta edição.

Durante o Momento I, serão apresentadas as obras “Mappa Mundi”, de Joana de Verona e Eduardo Breda, na Galeria Appleton; “Andrómeda”, de Luciana Fina, nas Carpintarias de São Lázaro; e “Perfect Match”, pela companhia de teatro Hotel Europa, no Centro de Artes de Lisboa/Primeiros Sintomas.

No cartaz desta 19.ªedição estão também “Yolo”, de Sara Inês Gigante, “Kit de Sobrevivência em Território Masculino”, de Marion Thomas, e “Sprites of Meadowlands”, de Mateja Rot, que serão apresentadas no Jardim do Príncipe Real.

Em ano de pandemia o festival tem um mote. “Tudo muda? Tudo muda” é o tema desta edição que contará com o Momento II de 22 de outubro e 7 de novembro, com um programa ainda por anunciar.

Em 2020, o Festival Temps d’Images viu-se obrigado a cancelar, devido à pandemia, toda a programação pensada para o primeiro momento e a reagendar, para o segundo momento, os espetáculos previstos.

Criado em 2003, o festival é uma produção DuplaCena/Horta Seca, financiada pela Direção-Geral das Artes e pela Câmara Municipal de Lisboa. Ao longo das 18 edições já apresentou mais de 350 espetáculos de criadores nacionais e estrangeiros.

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