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Símbolos da JMJ não vão a São Tomé e Príncipe por dificuldades de transporte

18 jun, 2021 - 08:19 • Olímpia Mairos

As aeronaves da STP Airways airways não têm capacidade para transportar a Cruz peregrina com 3,8 metros de altura, construída a propósito do Ano Santo, em 1983.

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Dificuldades de transporte impedem a peregrinação dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude a São Tomé e Príncipe.

A Cruz e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani deveriam chegar àquele país africano durante o mês de junho, mas tal não vai acontecer porque o avião que faz as ligações entre Portugal e S. Tomé não tem capacidade para transportar a Cruz.

“A STP Airways tinha-se disponibilizado no seu transporte, o problema que se pôs foi que a Cruz tem uma caixa com quatro metros de comprimento, portanto é um volume grande que não é fácil transportar num avião”, afirma à Rádio Jubilar o bispo de São Tomé, D. Manuel António dos Santos.

Segundo o prelado, “a STP Airways estava disposta a fazer um esforço, tentando unir dois contentores para tentar trazer esses símbolos”, mas “o problema era que, depois de estarem em São Tomé, tirá-los daqui tornava-se complicado”.

A ideia inicial previa que de São Tomé os símbolos da JMJ viajassem para Angola, “só que o avião da TAAG, que agora vem até São Tomé, não tem capacidade técnica para transportar um volume desta categoria”, explica D. Manuel António dos Santos.

Além de todas estas limitações, os confinamentos, devido à pandemia, em Angola, também dificultam a peregrinação.

“Ainda se colocou a hipótese de trazer apenas o ícone de Nossa Senhora e não a Cruz, mas o ícone não é o símbolo que impacta nas jornadas. É, de facto, aquela grande Cruz que está sempre presente e é o grande símbolo da JMJ. Então, perdia-se este aspeto simbólico, significativo, que a própria Cruz contém em si”, sublinha D. Manuel.

Para colmatar a ausência da peregrinação dos símbolos, a Diocese de São Tomé e Príncipe vai procurar envolver jovens na dinâmica da JMJ Lisboa 2023, através de uma preparação formativa e espiritual.

“Ainda estamos a estudar como fazer esta modalidade para que nós também nos sintamos integrados na preparação dessa jornada, sem a presença dos símbolos, mesmo assim, tentando preparar os nossos jovens para viverem este tempo verdadeiramente como preparação para esse grande encontro que se pretende viver em Lisboa em 2023”, conclui o bispo de São Tomé e Príncipe.


A peregrinação dos símbolos

A Cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani foram entregues à delegação portuguesa no dia 22 de novembro de 2020, Domingo de Cristo-Rei, numa celebração presidida pelo Papa Francisco, no Vaticano.

Até 2023, os símbolos da JMJ - a Cruz e o ícone de Nossa Senhora - vão percorrer as dioceses portuguesas e os países de língua portuguesa.

Com 3,8 metros de altura, a Cruz peregrina, construída a propósito do Ano Santo, em 1983, foi confiada por João Paulo II aos jovens no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o mundo. Desde aí, a Cruz peregrina, feita em madeira, iniciou uma peregrinação que já a levou aos cinco continentes e a quase 90 países. Tem sido encarada como um verdadeiro sinal de fé.

Desde 2000 que a Cruz peregrina conta com a companhia do ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, que retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços.

Este ícone foi introduzido ainda pelo Papa João Paulo II como símbolo da presença de Maria junto dos jovens.

Com 1,20 metros de altura e 80 centímetros de largura, o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani está associado a uma das mais populares devoções marianas em Itália.

É antiga a tradição de o levar em procissão pelas ruas de Roma, para afastar perigos e desgraças ou pôr fim a pestes.

O ícone original encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e é visitado pelo Papa Francisco, que ali reza e deixa um ramo de flores, antes e depois de cada viagem apostólica.

O anúncio da escolha de Lisboa para receber a JMJ foi feito em 27 de janeiro de 2019, na Cidade do Panamá. Nesse dia, na sua conta no Twitter, o Papa escreveu: “A vós, queridos jovens, um muito obrigado por #Panama2019. Continuai a caminhar, continuai a viver a fé e a compartilhá-la. Até Lisboa em 2022”.

Em abril de 2020, o Vaticano anunciava que a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que vai decorrer em Lisboa ficava adiada para agosto de 2023, por causa da crise provocada pela pandemia de Covid-19.

Entre um a dois milhões de pessoas são esperadas na Jornada Mundial da Juventude, que terá lugar no Parque Tejo, na margem norte do Rio Tejo, junto ao Mar da Palha, na confluência dos concelhos de Lisboa e Loures.

“Maria levantou-se e partiu apressadamente” é o tema da Jornada Mundial da Juventude, que vai decorrer em Lisboa em agosto de 2023.

A JMJ, que foi instituída pelo Papa João Paulo II, em 1985, é considerada o maior evento organizado pela Igreja Católica.

A primeira edição aconteceu em 1986, em Roma, e, desde então, a JMJ já passou pelas seguintes cidades: Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).


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  • Dom Manuel A Santos
    21 jun, 2021 Lisboa 17:03
    O título é enganador. A STP tinha capacidade, nem que tivesse de unir dois contentores, o problema era depois o transporte de regresso a Portugal, porque a STP Airways não pode transportar carga de São Tomé para Lisboa. O problema poderia resolver-se se a TAAG transportasse os símbolos para Angola, mas o avião da TAAG agora é pequeno, não consegue levar os símbolos, daí não se ter podido concretizar este desiderato.

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