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Luís Montenegro

Líder do PSD acusa Governo de usar PRR para compensar investimento "engavetado"

12 ago, 2023 - 17:59 • José Bastos , João Pedro Quesado

Luis Montenegro acusa António Costa de não estar a usar as verbas europeias para fazer avançar o país com reformas que induzam o crescimento económico e a criação de riqueza.

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Luis Montenegro acusa António Costa de usar o dinheiro do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para suprir o desinvestimento público dos últimos anos em vez de preparar o país para um novo paradigma económico. O líder do PSD esteve, na tarde deste sábado, no encontro de verão das Comunidades Portuguesas do PSD, realizado num hotel em Albufeira.

O líder dos sociais-democratas diz que o primeiro-ministro não está a usar as verbas europeias do programa de recuperação económica pós-pandemia para fazer avançar o país, através de reformas que induzam o crescimento económico e a criação de riqueza.

"Estamos a gastar esse dinheiro a fazer as obras públicas que o governo socialista não fez nos últimos oito ou nove anos para manter a situação financeira minimamente equilibrada," afirma o presidente do PSD, para quem este processo vai trazer "consequências".

"Claro que dá muitos fogachos, o primeiro-ministro vai de bandeirinha na mão, e diz aqui vai nascer um centro de saúde, aqui vai nascer mais uma estrada, mais um equipamento público, depois vai de bandeirinha na mão à primeira pedra, depois vai à 14ª ou a 15ª, e depois mais lá para a frente, mais perto das eleições, há de ir inaugurar as obras", considera Luís Montenegro.

O líder do PSD acrescenta que muitas destas obras "são importantes", mas que já deviam ter sido executadas antes - o que foi impossível pelas cativações do Governo às verbas.

"Elas só estão a ser feitas agora porque o Governo o Partido Socialista cativou, engavetou esses investimentos durante sete ou outro anos", avisa.

Luís Montenegro pede, também, um sobressalto para manter em Portugal os jovens qualificados que emigram todos os anos.

"Nós estamos a falhar, o país está a falhar. O país precisa mesmo de um sobressalto cívico, político, empresarial. Nós temos de conseguir absorver no nosso mercado de trabalho estes milhares e milhares de jovens que todos os anos saem das nossas universidades, dos nossos institutos politécnicos e colocá-los ao serviço do crescimento do país".

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