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Autárquicas. PS liga Carlos Moedas a "políticas muito nocivas" para Lisboa

03 mar, 2021 - 18:29 • José Pedro Frazão , com redação

No programa “Casa Comum” da Renascença, José Luís Carneiro e Paulo Rangel discordaram da procura de parceiros do candidato social-democrata e da lei das rendas.

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A candidatura de Carlos Moedas pelo PSD à Câmara Municipal de Lisboa tem reunido consenso alargado em quase toda a direita. O antigo comissário europeu está a preparar uma coligação gigante para tentar destronar o socialista Fernando Medina, mas o secretário-adjunto do PS não parece incomodado com os avanços de Moedas.

No programa “Casa Comum”, da Renascença, José Luís Carneiro disse que a candidatura de Carlos Moedas “foi anunciada de forma imprevista” e critica o candidato por “procurar bater a todas as portas de um conjunto de expressões democráticas, do Movimento Partido da Terra (MPT) ao Reagir-Incluir-Reciclar (RIR), sem que se discuta ou conheça uma ideia de cidade”.

Segundo o jornal Público, o candidato à CML, apresentado por Rui Rio na quinta-feira passada, estará a preparar uma “megacoligação” que poderá chegar aos dez partidos. Além da candidatura ter o aval e parceria do CDS-PP, Moedas já fechou acordos com o Aliança, o RIR e o MPT, vai reunir-se com a Iniciativa Liberal (IL) de João Cotrim Figueiredo e poderá incluir ainda o Nós Cidadãos, o Partido Unido Reformados e Pensionistas (PURP) e o Partido Democrático Republicado (PDR).

Já o eurodeputado social-democrata Paulo Rangel elogia a abertura de Carlos Moedas aos pequenos partidos e a “todos aqueles que queiram um projeto de cidade moderna, incluindo muitos socialistas que eu tenho a certeza que vão votar em Carlos Moedas!”

Os socialistas não descartam também a possibilidade de juntar mais partidos à recandidatura de Fernando Medina, apesar das críticas à coligação. José Luís Carneiro afirma que “o PS está sólido mas, como é evidente, sempre construiu as suas soluções de cidade e, desde que haja convergência de leituras e de projeto de cidade, esteve sempre aberto para, com os cidadãos e com a expressão institucional dos cidadãos, poder construir maiorias mais alargadas.”

Lei das rendas continua a ser fonte de divisão

José Luís Carneiro afirmou que o passado de Carlos Moedas, como membro do Governo de Pedro Passos Coelho, põe em causa o desenvolvimento da cidade de Lisboa, devido às medidas que esse Governo tomou e que terão afetado a cidade.

“O modelo que Partido Socialista desenvolveu na cidade está nos antípodas daquilo que, por exemplo, o candidato do PSD-CDS fez no Governo. A lei das rendas é uma prova disso e a privatização da Carris é outro exemplo concreto de políticas que tiveram efeitos muito nocivos na cidade de Lisboa”, disse o secretário-adjunto dos socialistas.

Paulo Rangel admitiu que a lei das rendas aprovada pelo último Governo social-democrata tenha “tido alguns efeitos contraproducentes do ponto de vista social e eles devem ser corrigidos sempre que seja necessário”. Mas também defende que permitiu outros avanços, não só em Lisboa.

“A lei das rendas é que permitiu a recuperação de todo o centro das cidades. Hoje, Lisboa, Porto e muitas outras cidades estão resplandecentes como estão devido a essa mudança estrutural”, disse Rangel.

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